Cat on a Hot Tin Roof

Nos dias que estive em Chicago, passando por uma banca, vi um daqueles jornais sensacionalistas americanos com Elizabeth Taylor na capa. A foto era recente e deprimente, não podia esperar nada melhor de uma revistinha de quinta. Naquela noite vi Cleópatra pensando o quão indecente a imprensa marrom consegue ser com seus “ídolos”. Meu filme preferido da atriz que começou na telona aos 9 anos de idade é de 1958, dirigido por Richard Brooks. Me lembro de assistir e pensar: Como um casal pode brigar tanto e ser tão sexy ao mesmo tempo? Ai vai minha homenagem.


Elizabeth Taylor by Richard Avedon 1964

Paris em 1900 era, definitivamente, uma festa.

Imagina Picasso aos dezenove anos chegando em Paris. Imaginou? Pois é, o espanhol virou a cidade do avesso. No estúdio que alugou em Montmartre passavam escritores, pintores, modelos, e toda a sorte de artistas que viviam na cidade. A exposição Picasso in Paris 1900 _1907 que esta no Van Gogh Museum e vai até 29 de maio traça um pouco da história e da evolução deste cara genial nos primeiros anos de sua vida artística. Muita Boemia, artistas de circo, mulheres, poetas… tudo inspirava e transformava. No final de sete anos, Picasso já era o líder do vanguardismo francês.

Imagine Picasso arriving at nineteen in Paris. Can you imagine? Well, the Spaniard turned the city upside down. In his studio in Montmartre passed writers, painters, models, and all sorts of artists that were living in the city. The exhibition in Van Gogh Museum Picasso in Paris 1900 _1907 outlines some of the history and evolution of this great guy in the first years of his artistic life. Lots of Bohemia, circus, women, poets … all inspired and transformed. At the end of seven years, Picasso was already the leader of the French avant-garde.

Picasso e os telhados de Paris em sua fase azul.

Magic Galaxies

Temos fases. Em tudo. Na leitura, por exemplo, quando adolescente eu gostava de livros de terror. Era um esquema diabólico. Depois pus na cabeça que eu iria ler todos os clássicos, Guimarães Rosa, Flaubert, Jules Verne, Nietzsche… tudo sem muito critério. Mas vou confessar, tenho uma queda perversa por livros de mistério. Não adianta. Os livros de suspense e crimes estão para mim como as novelas para as minhas tias. Carrego junto, leio no busão, no trem, no metro, no banco da praça. Fico autista (tá Bruno, eu sou autista, eu sei…rs). E aqui em Amsterdam o melhor lugar pra encontrar este tipo de literatura é na rua. Sim, na rua. A banquinha da Susie fica na feira de livros da Spuistraat – Spui market . Ela e o Vincent são fãs de livros de ficção científica e fantasia. Eles não tem site, mas você pode mandar um e-mail: magic.galaxies@xs4all.nl – ou ir na feira, que é bem mais interessante.

We have phases, at all. In reading, for example, when I was a teenager I liked scary books. It was a diabolical scheme. After, I put in my head that I would read all the classics, Guimarães Rosa, Flaubert, Jules Verne, Nietzsche … all without much order. But I confess, I have a evil thing about mystery books. The thrillers books for me are like television soap operas for my aunts. I carry along, in bus, train, subway, the park bench. I am autistic when I’m reading. And here, in Amsterdam, the best place to find this kind of literature is on the street. Yes, on the street. The bookshop of Susie is in the Spuistraat – Spui market. She and Vincent are fans of science fiction novels and fantasy. They have no website, but you can send an e-mail: magic.galaxies @ xs4all.nl – or go to the fair, which is much more interesting.

A Susie e sua coleção "Star Wars"

Not so free…

O tour saia às 11h, da Dam Square. O passeio guiado por Amsterdam seria em inglês e pensei que era uma boa para treinar meu ouvido. A caminhada era para ser grátis, mas chegando lá vimos que não era bem assim. Uns 5 daqui, uns 10 dali… – hum, nem tão “free” assim. Além disso, o guia tava com uma cara de dar pena. Também, não deve ser fácil ficar falando pra um monte de turistas, por três horas, a mesma coisa, todos os dias. Aí, alguém brincou de guia, outro disse que conhecia uma igreja não sei das quantas e a coisa foi pegando forma. Acabamos num grupo de umas 15 personas (a maioria espanhóis, com exceção de um casal búlgaro). O mais legal foi que cada um sabia alguma coisa da cidade, foi o tour guiado/não guiado mais divertido que já fiz. Saímos caminhando meio sem paradeiro e acabamos todos num templo budista.

 

 

Dóro e seus quadrinhos.

Conheço o Dóro faz tempo. Cartunista, jornalista, produtor gráfico e aspirante a escritor (como ele mesmo se auto denomina). É autor do livro de ficção baseado em fatos reais Revolta dos Motoqueiros. Desabafei com ele ontem um sentimento que as vezes me dá, uma mistura de saudade com “o que é que to fazendo mesmo?”. E olha o que surgiu!!!! Grande Dóro. A Geraldine agradece.

 


A janela.

Primeira noite de volta a Amsterdam. Indo pro mercado, no novo bairro, o Renato me puxou atravessando a rua, já sabendo que eu ia gostar do que iria ver. Bibelos, pratinhos, ursos, pássaros brancos, gnomos, porcelanas estranhas, plantas. A cozinha do casal de velhinhos fica de frente pra rua, com seus temperos e sua fauna e flora expostas. Adorei os novos vizinhos. E, hoje, voltando do mercado, tinha mais um ser interessado na janela…

Barcelona Forever.

Tinha esquecido de postar este video. Barcelona é encantadora e amei os dias que passei por lá. Encontrar amigos queridos, cantar a “Rita levou meu sorriso, o sorriso dela meu assunto…” no meio da rua, andar pelas Ramblas, fazer prece pra oxumáre, assistir ao bailado do flamenco… Foram dias lindos. Obrigada Barcelona.

I had forgotten to do this post. Barcelona is wonderful and I loved the days that I spent there. I met my friends, I sang the brazilian music in the street, I walked in the Ramblas, I prayed to Oxumáre, I watched the dance of Flamenco… Were great days. Thanks Barcelona.