A Paris azul de Monet.

Escutar Rosa vendo os azuis de Monet. Correr pelos jardins de Tuileries só pra ter certeza que não faz como a Phoebe. Rir horas ao sol, sentados nas cadeiras verdes, ficar vermelho e depois ser salvo por guarda-chuvas coloridos. Escutar um casal de velhinhos tocando Edith Piaf, lembrar da Cilene e dar de cara com a Maria Cezária (essa é só pra quem fez FAC). Você é professora!.. gritei numa afirmativa no meio da calçada.  Sorvete Berthillon e vinho de 5 euros (sim Cami, eu sei, mas “é o que temos para hoje”rs). Picnic no Sena, aquele que queria ter feito anos atrás. Ir pro Pop In, se perder, se perder mais,  se achar e no fim só dançar as últimas 5 músicas que incluíam Thriller. Andar, correr, rir, perder a conexão, mas não perder a graça. E Châtelet fará parte de nossas vidas. E a Camila vai ter filhos Nerds lindos. E nas horas restantes, num impulso, entrar em um trenzinho com um bando de velhinhos e ver tudo, e ver colorido. E vocês me esperaram na Marche les Enfants Rouges. E vou ter os olhos de vocês pra me ajudar a lembrar. Obrigada Camila e Guilherme e Cecilia e Victor. Paris mudou pra mim. E acreditem, ela agora é incrível. Encontro vocês às 3h. Em algum lugar do mundo.

 

 

 

OBA, OBA e OBA!

Se tem um lugar que eu amo em Amsterdam é a biblioteca central (OBA). O lugar é um negócio de louco. Vários andares recheados de livros, filmes, Cds, internet e computadores free. Foi ali que gastei meus primeiros dias em Amsterdam, há quase um ano atrás… E como foram bem gastos. Me lembro de, naquela primeira semana, ouvir, sempre por volta do meio-dia, uma velhinha cantando e tocando Edith Piaf no hall. Pois é lá que eu paro as vezes, encantada com o piano e com os músicos passantes que dão sua palhinha. O segundo andar dá arrepios. Filmes, filmes e mais filmes. Hoje fui lá alugar um, agora, com a carteirinha de membro, toda orgulhosa. Com o filme escolhido na mão, fui pedir informação sobre como o esquema funcionava para um senhorzinho que parecia trabalhar no andar. Ele era simpático e ficou um tempão brigando com o mecanismo que destravava a caixa do DVD. Mais tarde, quando fomos pagar o euro que é cobrado (só cobram para os filmes, e acreditem, vale a pena), a moedinha se recusava e escapulia da máquina. Então, ele, com uma cara de sapeca, pegou a moeda, passou no cabelo, esfregou, deu uma sopradinha e em segundos a danada foi que foi pra dentro da engenhoca. Ele me olhou e disse: “depois das cinco também fazemos mágica.” Sempre que vou lá, meu humor melhora. Descobri que não é só o lugar que me deixa feliz, são também as pessoas.  http://www.oba.nl/

World Press Photo 2011.

Luta livre entre as "Cholitas" na Bolivia - By Daniele Tamagni
Luta livre entre as "Cholitas" na Bolivia - By Daniele Tamagni

Uma mulher afegã desfigurada, vulcão em erupção, terremotos, maremotos, festas, flagras e o céu não é o limite. O World Press Photo 2011 está absurdamente chocante e maravilhoso. Em Amsterdam a exposição esta na Oude Kerk – igreja medieval de 1300 bem no centro do Red Light District (o que se torna uma viagem, pois o distrito vermelho abriga o mundo das prostitutas e dos souvenirs pornôs). O melhor do fotojornalismo numa exposição que esta rodando o mundo. As imagens realmente impressionam. Russia, México, Japão, Portugal, Canadá… e vai passar pelo Brasil – abertura em 17 de maio – Caixa Cultural do Rio.

No deserto, depois de passar a noite fugindo da Somália - by Ed Ou.