São Pedro está dançando agora.

 

 
Subia no balcão e dançava. Toda a quinta era isso. Lá pelo meio da noite, alguém dava o sinal. Era só afastar a luminária. E tocava “You know I’m no good”. Quando cheguei em Sampa, elegi o São Paulo de 4 como meu buteco. Quantas noites divertidas, quantos amigos e risadas. Quando fiquei sabendo, hoje, da morte da Amy, a primeira coisa que fiz foi encher um copo de vinho. Em algumas culturas as pessoas bebem o morto. Bom, nesse caso, beber o morto é pouco. Mesmo o mais chato dos chatos, mesmo o cara que detestava as músicas dela, mesmo o padre da Sagrada Familia, se esse não batesse o pé ao ouvir “Back to Black” então não existe salvação.

Jesus, Maria, José e o São Pedro dançando. Agora. E como diria minha amiga Bela: Até o chão.

 

Star bike

 

Bichinhos de pelúcia, bicicletas em miniatura, acentos que parecem ser antigas cadeiras de cabeleireiro e a sensação de estar na loja certa para alugar uma bicicleta. Mesmo com chuva, mesmo pensando molhado. Fica a dica da Helga Vaz: Star bike. Melhor lugar ever para alugar uma bicicleta em Amsterdam. Barato, legal e do lado da Central Station. Ah, lá dá pra comer um Panini e tomar um café também. Vintage and funny.

 

 

 

 

Dance for love

Experiências, sensações, sentido. Philippine Bausch, mais conhecida como Pina Bausch, iniciou os estudos em dança aos 15 anos. Sentia a dança, e fazia dela a própria vida. Rompeu com todas as formas convencionais, contava histórias em suas coreografias mágicas e tinha nos seus atores-dançarinos o espelho condutor de sua obra. O filme de Wim Wenders pina é incrivelmente belo, emocionante e precisa, deve, ser visto. Saí do cinema contagiada. Fui pegar a Geraldine, que tinha ficado em um beco ao lado do teatro, e espero que nenhum espectador curioso tenha visto os meus pulos. Só a Geraldine para aguentar os meus impulsos.

Pina Bausch
Pina Bausch

Linda é Londres e The Who que sabia das coisas

Londres é uma cidade curiosa. Com um passe de transporte publico cruzamos ela. Entrávamos no ônibus sem saber onde ele ia dar. E não é que dava no lugar onde queríamos chegar. Tudo se interliga. Tudo se transforma. Em Candem, com a Isa, amiga dos tempos de Lost, tomamos uns chops pelos Pubs e fiquei sem voz.  No Globe Shakespeare , ingressos esgotados; e lá vou eu entrar escondida no meio de um bando de adolescentes escolares pra fotografar o palco que sonhava em conhecer quando fazia teatro. O Tate Modern é legal, mas prefiro o Stedelijk museum. Andamos pelas ruas buscando prédios que se escondiam entre outros. E nos perdemos. Não vi os guardas da rainha, não fui na Abbey Road e não tomei o chá das cinco. Mas descobri, claro que por acaso, depois de descer do busao num bairro que não tenho a minima ideia de qual seja, um bar incrível recém inaugurado. The Rylston, 197 Lillie Road. A dona, uma australiana simpática, perguntou o que a gente estava fazendo ali… era obvio que não fazíamos parte da fauna. Ao sol, tomamos uma breja gelada vendo os londrinos assistindo Wimbledon. Recheado de fotografias dos Stones, da Marylin e do monstro Clint Eastwood. Linda Mccartney na cabeça.

Jimi Hendrix Experience in London, 1967 - by Linda Maccartney.

E The Who que sabia das coisas.

http://www.youtube.com/watch?v=5Ag7rG8obkI&NR=1&feature=fvwp