Adeus ano velho e que venha o novo

This year was incredible. I moved, I lived, I traveled and I crossed more countries that in all my life. And this would have been impossible without friends. This post is for you, that with a conversation, a word, a laugh made the difference in my life. Even the friends I met for a couple of hours were important. And, yes, are my friends, cause doesn´t matter for how long you know someone, if this person is like you, you are friends and this is it. This year all I did was because I thought I had to do. Beautiful 2012 for us.

Sky Chicago
Chicago
Amsterdam
RIO

 

Late Bloomer

Até pensar neste post não tinha ideia do que significava late bloomer, na minha cabeça, tinha haver com velhos amantes, antigos ditados, sei lá… um atrasado de coisas da vida. Pois o significado é outro, totalmente diferente dos meus segundos desperdiçados no assunto. Thomas Edison foi um late bloomer, Albert Einstein também. Pessoas que não acompanham o ritmo “normal” da sociedade, na infância aprendem a ler tardiamente ou mostram suas habilidades muito mais tarde que o habitual na fase adulta. Ontem vi o ótimo filme de nome Late Bloomers (Trois Fois 20 Ans, no francês) com roteiro de  Olivier Dazat e Julie Gavras. Foi muito bom reencontrar a bela Isabela Rossellini em um cinema de rua, um dos poucos que sobraram no país (Cine Santa Teresa). Lembrei de Blue Velvet (1986) de David Lynch e de Isabela cantando Blue Star em um vestido preto que deixava as costas dela a mostra. Fiquei pensando que saber envelhecer é uma arte para poucos. Pouquíssimos.

Para Mafalda com amor.

Lá se vão muitos anos concordando, rindo, chorando e vivendo ao lado da Mafalda, filha do Quino. Ontem me deu saudade dela e peguei Toda Mafalda (edição capa dura com todas as aventuras da grande amiga da Geraldine) para ler. Em homenagem a minha ex-sogra e a minha mãe que tem paredes recheadas de lembranças boas e pra a Juju que, tempos atrás, mesmo sem saber ler, ficou horas ao meu lado pedindo mais histórias.

A casa de Santiago – Instituto Moreira Salles.

A casa projetada em 1948, foi inaugurada em 1951. Assinada por Olavo Redig de Campos, o esplêndido palacete, que fica no alto da Gávea, tem ainda projeto paisagístico de Roberto Burle Marx. Anos atrás, numa corrida de táxi, eu e Virgílio escapamos, quase eufóricos, em direção à Marquês de São Vicente. Mas para nossa decepção, o ar era de reformas.  Nascia ali um mito. Eu precisava entrar por aqueles portões fechados e descobrir o mundo de Santiago. Porque tudo começou com ele. A história do mordomo argentino que dançava com as mãos, tocava Beethoven num piano Steinway de cauda, declamava Ovídio em latim e fazia arranjos de flores sob inspiração de partituras clássicas me cativou. Por 30 anos ele comandou a casa dos Moreira Salles e virou personagem principal do documentário feito por João Moreira Salles: Santiago (Brasil, 2007). Pois hoje, encontrei os portões abertos. Como uma Alice, fui descobrindo as maravilhas desse lugar único e arrebatador. As histórias sobre festas, jantares, recepções, surgiam enquanto eu tomava café em frente aos azulejos de Burle Marx. Fantasmas contavam mentiras ao pé do meu ouvido. A quadra de futebol abandonada tinha barulho de riacho e cheiro de jasmim. Obra prima da arquitetura moderna carioca, a casa, hoje, abriga o Instituto Moreira Salles. Amo fotografia e fiquei imensamente feliz ao me deparar com exposições de Manuel Álvarez Bravo e Thomaz Farkas. O primeiro, mexicano, com sua fotopoética registrou de anônimos até amigos como Frida Kahlo. Já Farkas, considerado um dos expoentes da fotografia moderna no Brasil, tinha uma visão humanista, próximo do fotojornalismo e da fotografia documental. Ele quem dizia que o fotógrafo é um mágico militante.