Santa paciência

Acabamos reclamando de quase todos os serviços, não é mesmo?! E lá se vão milhares de xingamentos para os seres humanos que falam na língua do gerúndio. A comida chegou fria porque demorou muito, o call center irrita a alma, até viral de fast food italiano vira hit. Os atendentes estão nos nossos sonhos (pesadelos?). Mas vou ter que dar o crédito para, pelo menos, um deles. Liguei para o Uol Host por conta da mudança da Geraldine, que de mala e cuia, daqui um tempo, irá fixar as rodas num domínio novinho em folha. Com gentileza e paciência espantosas, o moço que nunca tinha ouvido minha voz mais fina ou mais desafinada, percebeu que eu não era uma entendida do riscado e me ajudou lindamente. Para ele e todas as pessoas queridas que trabalham ajudando outras pessoas, e com calma, respiração profunda e felicidade fazem a diferença, aí vai o vídeo da Geraldine.

Geraldine

Sinto falta da Geraldine. Não sinto falta do frio. Sinto falta das pedaladas fortes e da segurança que, depois de algum tempo, ela me deu. Ela foi minha grande companheira na terra dos bárbaros. Era ela que me entendia. Acolhia meus pensamentos não deixando que eles caíssem no chão feito sorvete de criança pequena. Com uma mão, errando o pé, na chuva, no gelo… ela não reclamava, eu seguia com minhas imperfeições e ela, no máximo, caia de madura na frente de algum mercadinho. A saudade que eu tenho da minha bicicleta é como a saudade de um amigo que esta longe, mas que por conta do destino, eu sei que nunca mais vou ver.