Brasil Rural Contemporâneo 2012

Visitem a VIII Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma – Brasil Rural Contemporâneo 2012. Diversidade, tradição e a riqueza da nossa cultura (culturas, no plural) em um único local. Maior evento de agricultura familiar do Brasil, de 21 a 25 de novembro, na Marina da Glória – Rio de Janeiro. Além da feira, debates e diálogos, a programação cultural está ótima. Hoje Elsa Soares + Gabi Amarantos e no sábado tem Orquestra Imperial.

Santa paciência

Acabamos reclamando de quase todos os serviços, não é mesmo?! E lá se vão milhares de xingamentos para os seres humanos que falam na língua do gerúndio. A comida chegou fria porque demorou muito, o call center irrita a alma, até viral de fast food italiano vira hit. Os atendentes estão nos nossos sonhos (pesadelos?). Mas vou ter que dar o crédito para, pelo menos, um deles. Liguei para o Uol Host por conta da mudança da Geraldine, que de mala e cuia, daqui um tempo, irá fixar as rodas num domínio novinho em folha. Com gentileza e paciência espantosas, o moço que nunca tinha ouvido minha voz mais fina ou mais desafinada, percebeu que eu não era uma entendida do riscado e me ajudou lindamente. Para ele e todas as pessoas queridas que trabalham ajudando outras pessoas, e com calma, respiração profunda e felicidade fazem a diferença, aí vai o vídeo da Geraldine.

Rio + 20 e o Ferreiro e a Morte em Ipanema.

Visitem o Forte de Copacabana. HUMANIDADES 2012. O espaço projetado pela Bia Lessa está incrível e hoje assisti debates sobre Moradia Cidadã e Cidades Sustentáveis. Acabei não ficando até o final…algo me dizia que era para eu fazer exatamente o que eu fiz. Peguei uma bike no Arpoador e pela orla de Ipanema fui voltando pra casa. Tocava It’s a long way do Caetano. Eu ia pensando que a vida é boa, que eu amo onde estou e provavelmente vou amar pra sempre. Eis que no meio dos meus devaneios coloridos alguém grita meu nome. Quando vi todos eles, meus antigos colegas e amigos queridos do tempo de teatro juntos, ali na areia, pensei que tenho mais irmãos do que as vezes lembro. Carlinhos, obrigada pela visão além do alcance e por gritar me fazendo parar no meio da calçada. Eliézer, eu já não lembrava que entrei em cena contigo recém caído do palco, que bom que a gargalhada veio bem rápida, junto com a memória e o abraço apertado.

 

 

 

Why Poverty? na Maré.

Passei o dia ouvindo ideias e propostas vindas de projetos muito incríveis. Um deles, o Why poverty?, quer juntar uma audiência de meio bilhão de pessoas ao redor do mundo com um projeto que une audiovisual e mobilização social. Junto com os idealizadores do projeto, fomos visitar uma outra iniciativa linda, no complexo da Maré (composto por várias favelas do Rio contabilizando mais de 160 mil habitantes). A Redes atua na comunidade focada na transformação social através de projetos voltados para educação, artes, cultura, segurança pública e cidadania. Numa das salas onde funciona um cursinho pré-vestibular li uma frase que me chamou atenção e fez repensar o meu estado de espirito. “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” – Guimarães Rosa.