Feitiço do tempo.

Neste momento em Chicago esta rolando um tempestade de neve sinistra. Fiquei pensando sobre essa coisa do tempo, neve e lembrei que dia 2 de fevereiro o povo aqui comemora o Groundhog Day. Você não sabe o que é isso? Sabe sim… Dia da marmota!!!! Imagina voltar no tempo, de novo, de novo e de novo até acertar o que seja que tu tenha que acertar… lembra do filme de sessão da tarde “Feitiço do tempo” com Bill Murray?

Sinister Snowstorm. I was thinking about the weather, snow, time… and remembered that on February 2 the people here celebrate the Groundhog day. And I remembered the movie with Bill Murray…imagine, stepping back in the time, again, again, and again.

Friends, friends, friends.

Flagra no Chicago History Museum. A Geraldine vai amar esta foto.

Conheci um povo muito do bem ontem. Athena + Stephanie + James = boas risadas. Ah, a Stephanie é uma super fotógrafa. Dá uma espiada nas fotos pra lá de bacanas da guria.

New friends. They’re amazing. Athena + Stephanie + James = Laugh a lot. Ah, Stephanie is a great photographer. Look her website. It’s very nice.

http://stephaniebassos.com/home.html

Black Swan

Os takes, a luz, a dança, os espelhos, o suspense. Saí do cinema sem fôlego. A música original é de Clint Mansell. E, para mim, é ela que dá o tom do filme. Semprei amei diretores que sabem usar a música a seu favor. Me lembro de um filme que adoro, Underground, de Emir Kusturica (1995). Além de diretor, Kusturica é músico. Sua banca, No Smoking Orchestra, faz a maioria das músicas dos seus filmes e arrasa. O diretor de Black Swan, Darren Aronofsky, além de ter o domínio da sonoplastia, adora fazer uso de Snorricam, dispositivo de câmera ligado ao corpo do ator. É só lembrar das vertigens delirantes dos personagens de Requiem for a dream (2000) para ter uma noção do que te espera em Black Swan. Prepare o fôlego e boa viagem!

The takes, the lights, the dance, the mirrors, the suspense. I went out the theater  without air. The original songs are Clint Mansell. And, for me, this give the tone of the movie. I always love directors that know  use the music in own favor. I remember one movie that I love: Underground, by Emir Kusturica (1995). Besides Director, Kusturica is musician. His band, No Smoking Orchestra, makes the most of Kusturica’s movies songs and It’s great. The director by Black Swan, Darren Aronofsky, also have the dominion of the soundscape and He love make the Snorricam (camera’s device on the actor’s body). Just remember the delirious vertigo of the Requiem for a dream (2000) for have the notion that the wait for you in Black Swan. Take a breath and good trip.

Sob o céu de Chicago

De tempos em tempos lembro do filme do Wim Wenders. Sob o céu de Lisboa (lisbon Story, 1994) me marcou. Talvez porque quando eu tinha meus vinte anos, por um daqueles impulsos que surge de tempos em tempos, quis morar em Portugal. Planejei, enlouqueci minha mãe com a história, mas não viajei. Só fui colocar meus pés em Lisboa pela primeira vez há um par de anos atrás. Tenho ótimas recordações da época em que sonhava com o Tejo e tinha o Fernando Pessoa como confidente. Estes dias a Ângela, grande amiga desde os meus doze anos  e minha “tutora” nos USA, me falou sobre o céu de Chicago. Eu já tinha percebido uns tons de rosa e violeta mesmo tarde da noite. Ela me explicou que o céu de Chicago tem esse jeito de aceso por a cidade ser muito iluminada. Como um reflexo, o céu parece estar dando uma festa. É certo que as estrelas ficam soterradas por tanta luz, mas que é um espetáculo ficar olhando pra cima, isto é.

Viajando no espaço tempo.

Chicago do alto!

Comecei a ver Lost tardiamente. Um grande amigo reunia no seu apartamento, todas as semanas, vários outros amigos para ver os episódios. Adoro essa coisa de juntar pessoas  queridas no mesmo lugar e ficar rindo, conversando, bebericando, independente do motivo. Me lembro que quando cheguei em Porto Alegre, lá por 2004, comecei a participar de um grupo que se reunia todas as quartas-feiras. Era um esquema meio filantrópico. Fazíamos reuniões para organizar visitas a um orfanato e levar as crianças ao zoo ou no parque para um piquinique. Mas na verdade, isso era só mais uma desculpa para fazer amigos e se divertir nas noites de quarta. Alias, fiz grandes amigos na época do “Movimento da Quarta”. E não era diferente nas “Lost Nights” em sampa. Com um único detalhe: fiquei viciada em Lost. Toda aquela coisa de viagem no tempo, futuro e passado se conectando, me deixou fascinada. Pois semana passada me senti dentro de um dos episódios do seriado americano. No dia mais longo da minha vida, viajei 24h em 16h, atravessei fusos horários, perdi conexões, e só faltou o urso polar, porque a neve estava lá. A espera em Amsterdam, a correria em Paris, os taxis amarelos em NY e finalmente Chicago.  Mas o mais engraçado é que, mesmo ficando horas em NY, só fui realmente perceber que estava nos Estados Unidos da América quando entrei  no teco-teco que me levou de NY à cidade do Al Capone.  Alias, uma nota, o avião era tão velho que parecia que eu estava enxergando em sépia. Cansada, sentei em qualquer banco e já ia apagando quando escuto a aeromoça brigando com o controlador de voo. Sério, comecei a rir e uma felicidade me invadiu. Nunca fui muito fã de filmes hollywodianos, mas é impossivel escapar, principalmente na infância, quando se tem uma TV aberta com a programação americanizada. De Caça fantasmas à ghost. Todos os estereótipos americanos estão na minha cabeça. Escondidos, mas estão. Foi com gosto que ouvi aquele acento tão familiar, que me lembrou os filmes de ação policial com o Eddie Murphy. Me senti em casa, como se estivesse no sofá da minha mãe vendo sessão da tarde e comendo sucrilhos sem leite.

The movies

Sai sem rumo, descobrindo o que pra mim é novo. Mas sempre seguindo meu instinto, sempre. E foi assim que reencontrei o cinema mais incrível de Amsterdam. Já tinha visto ele outra vez que estive na cidade, rapidamente; e achado o máximo, mas pensei que ia demorar um tanto pra reencontrá-lo,  nem lembrava do nome.

The Movies (http://www.themovies.nl). Fica na Haarlemmerdijk, 161 – Funcionando desde 1912, o lugar é mágico e me lembrei das atendentes queridas que da outra vez que estive aqui sorriram pra mim quando entrei. Um dos filmes em cartaz é “El secreto de sus ojos”. Drama argentino de 2009 dirigido por Juan José Campanella. Vi a película dia desses ali no Cine da Fradique Coutinho em São Paulo. Adorei. Eu diria que é arrepiantemente bom (sempre lembro do Dirceu, funcionário da primeira locadora de vídeo que frequentei em Passo Fundo, ele usava de adjetivos um tanto estranhos pra me deixar a par do enredo dos filmes). Fui sozinha ver o filme, aliás amo ir no cinema sozinha. É muito estranho quando alguém diz que não vai de jeito nenhum sozinho ao cinema, porque é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. A sensação de ser a melhor companhia do mundo pra ti naquele momento é indescritível. Além do que ir ao cinema é como pegar a estrada e viajar para algum lugar desconhecido, na verdade sentar na frente de uma tela de cinema é realmente como viajar, só que usando tele-transporte.