REcine 2012

A comédia é a estrela do REcine 2012 (Festival Internacional de Cinema de Arquivo). Cinema ao ar livre e de graça…coisas bonitas do Rio.

O primeiro filme a ser exibido hoje será “L’arroseur arrosé” (“O regador regado”), de 1896, dos irmãos Lumière. Na praça, no cair do sol. Vamos?

Com o objetivo de promover o debate sobre preservação, resgate e difusão de arquivos audiovisuais, bem como discutir políticas públicas nesse sentido, foi criado em 2002 o REcine, evento que acontece na sede carioca do Arquivo Nacional, uma das mais importantes instituições públicas de guarda de acervos audiovisuais do país.

RECINE 2012 – 11º Festival Internacional de Cinema de Arquivo
Humor no cinema
De 10 a 14 de dezembro, no Arquivo Nacional
Praça da República, 173 – Centro – Rio de Janeiro
Telefones: (21) 2179-1273 e 2220-9800
E-mails: recine@arquivonacional.gov.br e recine.rio@gmail.com
Entrada franca

Passagens secretas

O Rio tem disso. Umas passagens. Elas te levam pra longe. É só imaginar. Ontem foi a vez da Biblioteca Nacional me deixar boquiaberta. O tour guiado é rapidinho e dá pra fazer no horário do almoço, como eu fiz. Várias histórias, vários séculos e muita Art Deco. O mais legal foi ir ao banheiro e encontrar com as vigilantes voltando do almoço. 12 horas de trabalho digno e muito glamour. Todas, na frente do espelho passando batom.

 

o meu, o seu, o nosso Fellini.

A exposição sobre Fellini, sua obra, vida e genialidade, foi prorrogada no Instituto Moreira Salles. O que tu tá esperando? Um convite? Alguém que te leve? Uma coincidência? Pois bem, escolha sua história e corra!!! Imperdível. Pena que minhas amigas Burle Carpas não estão na fonte. Desconfio que elas foram parar em Roma.. É bobo, é clichê, mas ainda vou arrumar um moço e um gato picolo i bianco que topem fazer a cena da Fontana no melhor estilo Anita Ekberg.

Curiosidades: A cena de strip-tease e mesmo a da Fontana di Trevi de La Dolce Vita foram inspiradas em acontecimento reais muito bem fotografados por Paparazzos (e lá vem o Federico inventando nomes) na louca Roma do final dos anos 50.

http://youtu.be/5gAvsKcUfBs

Que a bicicleta nos proteja. Amém!

Tinha meus 6 ou 7 anos quando meu pai, num terreno baldio na frente do presídio de Passo Fundo, me ensinou a andar de bicicleta. Ela era azul, vindo de um primo rico. Depois teve a Brisa tão rosa, tão querida e recentemente reformada pela minha irmã Raquel. Mesmo tendo um histórico de aventuras com bicicletas, que incluia descer ladeiras ingrimes com amigos de infância, posso dizer que uma cidade me deu a chance de amar novamente as bicicletas, depois dos 30 anos. Amsterdam respira à pedaladas fortes. Me lembro que quando cheguei lá tinha um certo receio de andar em duas rodas. Coordenar as outras bikes, as pessoas, os cachorros, as crianças, os carros (eles existem), os turistas bêbados ou chapados… tudo era uma questão de tempo, mas nos primeiros dias me apavorava e por pouco não cai num canal. Depois de um ano, andava falando ao telefone, pegando óculos de sol na bolsa e dando dicas de direção, tudo ao mesmo tempo!!! E é por Amsterdam que, hoje, no Rio, me sinto tão feliz quando pego umas das bicicletas “laranjinhas” e saio por ai, com ou sem rumo. O destino deste domingo foi o Jardim Botânico. Mais de 200 anos de história e guardas muito simpáticos que se locomovem com bikes verdinhas que são uma graça.

Pra saber mais sobre as “laranjinhas” das quais, definitivamente, virei usuária assídua e feliz – clique em Bike Rio.

os dinossauros do Jardim Botânico
Orquídeas vem de Orchis - Filho de um sátiro com um ninfa que foi morto pelas bacantes... que trama!
Orquídea vem de Orchis - Filho de um sátiro com um ninfa que foi morto pelas bacantes... que trama!
caramanchão do Jardim Botânico
Seu guarda - George Proença. Foi quase um pique esconde. Queria tirar foto das bicicletas dos guardas desde que cheguei no parque, mas o Jardim, dependendo do angulo, parece um labirinto. Ai falei com um guarda em terra, Seu Mario, e ele prontamente me ajudou. Interfonou dizendo que precisava ir ao banheiro e pediu para ser substituído por um amigo da bike. Em 5 minutos o George tava lá, isso sim é eficiência pedalística.
laranjinhas - Tenho dezenas a minha disposição!!!
E toda a pedalada acaba no Seu Luciano - o paraibano que mais entende de coco da Lagoa Rodrigo de Freitas. Detalhe: diz ele que não é homem de sorrir muito, mas fez um esforço para as lentes da gaúcha e acrescentou: "não dou muita risada mas sou bem feliz!!!"

Parque Lage

Acho que já mencionei o Parque Lage aqui no blog, mas com o passeio que fiz ontem, penso que o lugar, que data de 1811, merece um post pra chamar de seu. Aos pés do morro do Corcovado, os 52 hectares de natureza exuberante, ao longo destes dois séculos, passaram pelas mãos de alguns magnatas. Em 1920, o parque é re-adquirido por Henrique Lage, neto de Antônio Martins Lage, antigo proprietário e tem sua reforma encabeçada pelo arquiteto italiano Mario Vodret. Já a esposa de Henrique, Gabriela Bezanzoni (que não era ruiva*) dava o tom musical  e social à mansão, convidando a elite carioca para suas festas e saraus – a moçoila era cantora Lírica. Uma boa surpresa foi descobrir que a escritora Marina Colasanti morou por ali, pois é sobrinha neta de Gabriela. Em meados dos anos 60 a propriedade foi desapropriada e convertida em parque público, hoje, no palácio, funciona a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Alias, a exposição “Para o silêncio das Plantas” de João Modé, que vai até 11 de março, vale a pena ser visitada. O projeto propõe uma intervenção com trilhas no meio do mato e música tocando intercaladas com o silêncio.

* Ano passado tive o prazer de explorar um pouco do parque com grandes amigas. Após descobrir a história de amor entre Henrique e Gabriela, ficamos elaborando várias conspirações românticas e tínhamos aquela certeza absoluta, aquela que só quem tem são os amantes de mistérios descabidos, histórias em quadrinhos e filmes do Hitchcock, que a cantora lírica era ruiva. Uma das histórias que descobri é que depois que casou, Gabriela não cantou mais em público. Só pra ele?

Pixar do Parque Lage
Pixar do Parque Lage
As trilhas de João Modé
As trilhas de João Modé

 

 

 

Thomas Stevens foi o cara

Nestes tempos de bike lovers e muitos modismos, lembrei do originalíssimo amante da  Geraldine, Thomas Stevens. Imagina viajar de São Franscisco (EUA) até Tókio levando duas cuecas, duas meias e a roupa do corpo. Bom, a maioria das pessoas que eu conheço, mesmo para ir até a esquina, carregam um mala cheia de tranqueiras. Então imagina que esta viagem around the world foi feita em cima de uma bicicleta e lá pelos anos 1800 e tantos. Barbaridade, diriam alguns, maluquice diriam outros, amor diriam tantos. E tem livro sobre a viagem!!!!!

 

Not so free…

O tour saia às 11h, da Dam Square. O passeio guiado por Amsterdam seria em inglês e pensei que era uma boa para treinar meu ouvido. A caminhada era para ser grátis, mas chegando lá vimos que não era bem assim. Uns 5 daqui, uns 10 dali… – hum, nem tão “free” assim. Além disso, o guia tava com uma cara de dar pena. Também, não deve ser fácil ficar falando pra um monte de turistas, por três horas, a mesma coisa, todos os dias. Aí, alguém brincou de guia, outro disse que conhecia uma igreja não sei das quantas e a coisa foi pegando forma. Acabamos num grupo de umas 15 personas (a maioria espanhóis, com exceção de um casal búlgaro). O mais legal foi que cada um sabia alguma coisa da cidade, foi o tour guiado/não guiado mais divertido que já fiz. Saímos caminhando meio sem paradeiro e acabamos todos num templo budista.

 

 

Feitiço do tempo.

Neste momento em Chicago esta rolando um tempestade de neve sinistra. Fiquei pensando sobre essa coisa do tempo, neve e lembrei que dia 2 de fevereiro o povo aqui comemora o Groundhog Day. Você não sabe o que é isso? Sabe sim… Dia da marmota!!!! Imagina voltar no tempo, de novo, de novo e de novo até acertar o que seja que tu tenha que acertar… lembra do filme de sessão da tarde “Feitiço do tempo” com Bill Murray?

Sinister Snowstorm. I was thinking about the weather, snow, time… and remembered that on February 2 the people here celebrate the Groundhog day. And I remembered the movie with Bill Murray…imagine, stepping back in the time, again, again, and again.

Chicago Cultural Center.

Lugar lindo e cheio de vida. Exposição incrível de Vivian Maier. Fotógrafa nascida em New York em 1926, viveu boa parte da vida em Chicago e registrou o cotidiano da cidade em mais de cem mil negativos. Só após sua morte, em 2009, o mundo conheceu sua arte de observar.

Beautiful place!!! Amazing exposition by Vivian Maier. Photographer born in New York in 1926, lived some part of her life in Chicago and registered the city daily in over 100,000 negatives. Only after her death, in 2009, the world knew her observation art.

www.chicagoculturalcenter.org


Entre no site e conheça o projeto Onward!!!
By Vivian Maier
By Vivian Maier