o meu, o seu, o nosso Fellini.

A exposição sobre Fellini, sua obra, vida e genialidade, foi prorrogada no Instituto Moreira Salles. O que tu tá esperando? Um convite? Alguém que te leve? Uma coincidência? Pois bem, escolha sua história e corra!!! Imperdível. Pena que minhas amigas Burle Carpas não estão na fonte. Desconfio que elas foram parar em Roma.. É bobo, é clichê, mas ainda vou arrumar um moço e um gato picolo i bianco que topem fazer a cena da Fontana no melhor estilo Anita Ekberg.

Curiosidades: A cena de strip-tease e mesmo a da Fontana di Trevi de La Dolce Vita foram inspiradas em acontecimento reais muito bem fotografados por Paparazzos (e lá vem o Federico inventando nomes) na louca Roma do final dos anos 50.

http://youtu.be/5gAvsKcUfBs

Para os que sabem rir (…de si mesmos)

As sombras continuam lá. A luz já não atrapalha e o cachorrão do Maurão ficou pop. Teve samba, choro e blitz. Poderia ter sido sem palavras já que operamos em modo Bluetooth. A reza é brava e o santo é forte. E a Helga apareceu em todas e matou minha saudade. Dançamos até o chão e encaramos as escadas. Lembramos do atestado de solteirice com arroz arbóreo, dos casamentos de Cascais, pelo Skype e o do sem buquê. E, definitivamente, sabemos rir de nós mesmos. A Benedito continua igual, com seu buraco quente. A Vila e seus grafites. Bali é logo ali. Paris é uma festa. E São Paulo também é. Vocês são a família que escolhi pra mim. E tenho muito orgulho disso.

 

Circo, sax, sol raiando.

Lembro a primeira vez que fui a um circo. Não sei quantos anos eu tinha, mas tenho certeza que ali nascia a vontade de estar em um palco. Quando vou ao circo, seja ele qual for, me sinto estasiada. Ontem foi assim. O Circo Voador sempre faz isso comigo. Mas lá, ao invés do trapézio, são as guitarras que me deixam sem ar. Pedro Luís e Mariana Aydar na mesma noite é um luxo só.

Lagoa cheia de graça

Sempre vai ter uma criança olhando um cachorro e um cachorro olhando para uma criança. E quando não tem movimento, os garçons jogam canastra nos fundos do bar. Bicicletas de um, dois, três lugares levam a família. E todos caminham no ritmo da música. Desconfio que o menino franzino da camiseta de caveira escuta Wilson Simonal. Seu Luciano continua escolhendo os melhores cocos e segue procurando um ajudante. Os pescadores só aparecem lá pelo final da tarde, sempre com alguma história pra contar. E meu novo amigo, Horácio, quer ser adotado. Ele é igual a Lagoa Rodrigo de Freitas, cheio de graça.

O Horácio
O Horácio

Chove chuva e gentileza gera gentileza!

Começou a cair água do céu e pensei em correr, mas pra onde? Até olhei pra guarita do guardinha do Parque Lage, mas guaritas são pra autoridades, e eu lá sou uma autoridade?! Sai andando, e meu coração aliviou quando diminui o passo. No meu Ipod encharcado começou a tocar Arnaldo Antunes e minutos depois a música fez mais sentido ainda do que já fazia. Na tentativa de salvar o livro do Nick Hornby que ia comigo, parei num ponto de ônibus. Um senhor que esperava a chuvarada passar me olhou e disse: “esse livro precisa de uma ajuda!” E tirou o leite desnatado do saquinho amarelo de supermercado e me desejou uma boa caminhada. A rua deserta e eu. E eu amo banho de chuva e eu amo pequenas gentilezas anônimas.

http://youtu.be/WgZqm_htwSs

Antes da chuva sempre teu "alguém" de olho.
Antes da chuva sempre tem "alguém" de olho.

Que a bicicleta nos proteja. Amém!

Tinha meus 6 ou 7 anos quando meu pai, num terreno baldio na frente do presídio de Passo Fundo, me ensinou a andar de bicicleta. Ela era azul, vindo de um primo rico. Depois teve a Brisa tão rosa, tão querida e recentemente reformada pela minha irmã Raquel. Mesmo tendo um histórico de aventuras com bicicletas, que incluia descer ladeiras ingrimes com amigos de infância, posso dizer que uma cidade me deu a chance de amar novamente as bicicletas, depois dos 30 anos. Amsterdam respira à pedaladas fortes. Me lembro que quando cheguei lá tinha um certo receio de andar em duas rodas. Coordenar as outras bikes, as pessoas, os cachorros, as crianças, os carros (eles existem), os turistas bêbados ou chapados… tudo era uma questão de tempo, mas nos primeiros dias me apavorava e por pouco não cai num canal. Depois de um ano, andava falando ao telefone, pegando óculos de sol na bolsa e dando dicas de direção, tudo ao mesmo tempo!!! E é por Amsterdam que, hoje, no Rio, me sinto tão feliz quando pego umas das bicicletas “laranjinhas” e saio por ai, com ou sem rumo. O destino deste domingo foi o Jardim Botânico. Mais de 200 anos de história e guardas muito simpáticos que se locomovem com bikes verdinhas que são uma graça.

Pra saber mais sobre as “laranjinhas” das quais, definitivamente, virei usuária assídua e feliz – clique em Bike Rio.

os dinossauros do Jardim Botânico
Orquídeas vem de Orchis - Filho de um sátiro com um ninfa que foi morto pelas bacantes... que trama!
Orquídea vem de Orchis - Filho de um sátiro com um ninfa que foi morto pelas bacantes... que trama!
caramanchão do Jardim Botânico
Seu guarda - George Proença. Foi quase um pique esconde. Queria tirar foto das bicicletas dos guardas desde que cheguei no parque, mas o Jardim, dependendo do angulo, parece um labirinto. Ai falei com um guarda em terra, Seu Mario, e ele prontamente me ajudou. Interfonou dizendo que precisava ir ao banheiro e pediu para ser substituído por um amigo da bike. Em 5 minutos o George tava lá, isso sim é eficiência pedalística.
laranjinhas - Tenho dezenas a minha disposição!!!
E toda a pedalada acaba no Seu Luciano - o paraibano que mais entende de coco da Lagoa Rodrigo de Freitas. Detalhe: diz ele que não é homem de sorrir muito, mas fez um esforço para as lentes da gaúcha e acrescentou: "não dou muita risada mas sou bem feliz!!!"