o meu, o seu, o nosso Fellini.

A exposição sobre Fellini, sua obra, vida e genialidade, foi prorrogada no Instituto Moreira Salles. O que tu tá esperando? Um convite? Alguém que te leve? Uma coincidência? Pois bem, escolha sua história e corra!!! Imperdível. Pena que minhas amigas Burle Carpas não estão na fonte. Desconfio que elas foram parar em Roma.. É bobo, é clichê, mas ainda vou arrumar um moço e um gato picolo i bianco que topem fazer a cena da Fontana no melhor estilo Anita Ekberg.

Curiosidades: A cena de strip-tease e mesmo a da Fontana di Trevi de La Dolce Vita foram inspiradas em acontecimento reais muito bem fotografados por Paparazzos (e lá vem o Federico inventando nomes) na louca Roma do final dos anos 50.

http://youtu.be/5gAvsKcUfBs

Amarelo

Eu adoro dançar no meio de desconhecidos, sentir o ritmo no meu corpo. O contágio que isso traz é positivo e agradável. Ontem foi como se eu comemorasse  com uma prece cadenciada todos os bons momentos dos últimos meses. Pensei no sol e quase senti o calor. Os amigos que apareceram, uns por uma noite, outros que, provavelmente, permanecerão bem mais que isso. Até o senhor que todo dia cruza meu caminho levando seu velho cachorro para passear quando estou descendo a rua do meu trabalho entrou nessa reza. Sentir que mesmo com dor e com perda e desencontros você, finalmente, depois de muito tempo, fez a coisa certa é de um alívio profundo.

Um final de semana que começa com Pixinguinha só podia ser bom.
Um final de semana que começa com Pixinguinha só podia ser bom.

 

Para as Renatas

Um dia perguntei sobre meu nome. Renata. Tão comum, tão separável. Dona Illa, minha mãe, 71 anos com orgulho, na época, disse: tinha uma vizinha, ela era tão querida. E assim foi. Nada mitológico, nada místico, nem um pouco grego. Era o nome da vizinha.

Estes dias rolou muita coisa doida, muito estresse. Quando deu meio-dia eu pedia pra ser meia-noite. Respira fundo. Respira. Tudo dava errado, tudo parecia errado. Mas ai veio a primeira Renata e me resgatou da frente do computador para um almoço leve, com motorista particular. Seu luiz, com sua van no Rio Comprido, é quase rei. Entre saladas e vontade de brigadeiro na sobremesa, fui ficando melhor. Mas voltei pro projeto que dava errado, para o prazo que estourou, o e-mail que foi atravessado. No fim do dia, quando já pedia perdão por ter nascido, recebi uma ligação abençoada da segunda Renata: Deus, é hoje o show do Delacroix, tu lembrava? O que fazemos? E eu: Agora. E ela: Adoro. E seguimos pro CCBB dentro de um táxi. Expliquei pra ela que entre nossos amigos a frase dominante é: Vem comigo que no caminho te explico! Ela riu e sabia do que eu estava falando. Eu amo amigos que entendem. O show foi lindo, pessoas queridas, possíveis bons amigos. E teve volta ao pago e teve lembranças e teve cheiro de mate. No final daquela noite, depois de uma taça de vinho que já me lembrava o que vou viver no chile, pensei que as Renatas foram minha salvação. Cada vez mais adoro meu nome.
obs. o vídeo é de um projeto que assino em baixo: Unimúsica e com o querido do Vitor.

Foto Tielle Mello's
Foto Tielle Mello's