o meu, o seu, o nosso Fellini.

A exposição sobre Fellini, sua obra, vida e genialidade, foi prorrogada no Instituto Moreira Salles. O que tu tá esperando? Um convite? Alguém que te leve? Uma coincidência? Pois bem, escolha sua história e corra!!! Imperdível. Pena que minhas amigas Burle Carpas não estão na fonte. Desconfio que elas foram parar em Roma.. É bobo, é clichê, mas ainda vou arrumar um moço e um gato picolo i bianco que topem fazer a cena da Fontana no melhor estilo Anita Ekberg.

Curiosidades: A cena de strip-tease e mesmo a da Fontana di Trevi de La Dolce Vita foram inspiradas em acontecimento reais muito bem fotografados por Paparazzos (e lá vem o Federico inventando nomes) na louca Roma do final dos anos 50.

http://youtu.be/5gAvsKcUfBs

Para os que sabem rir (…de si mesmos)

As sombras continuam lá. A luz já não atrapalha e o cachorrão do Maurão ficou pop. Teve samba, choro e blitz. Poderia ter sido sem palavras já que operamos em modo Bluetooth. A reza é brava e o santo é forte. E a Helga apareceu em todas e matou minha saudade. Dançamos até o chão e encaramos as escadas. Lembramos do atestado de solteirice com arroz arbóreo, dos casamentos de Cascais, pelo Skype e o do sem buquê. E, definitivamente, sabemos rir de nós mesmos. A Benedito continua igual, com seu buraco quente. A Vila e seus grafites. Bali é logo ali. Paris é uma festa. E São Paulo também é. Vocês são a família que escolhi pra mim. E tenho muito orgulho disso.

 

Thomas Stevens foi o cara

Nestes tempos de bike lovers e muitos modismos, lembrei do originalíssimo amante da  Geraldine, Thomas Stevens. Imagina viajar de São Franscisco (EUA) até Tókio levando duas cuecas, duas meias e a roupa do corpo. Bom, a maioria das pessoas que eu conheço, mesmo para ir até a esquina, carregam um mala cheia de tranqueiras. Então imagina que esta viagem around the world foi feita em cima de uma bicicleta e lá pelos anos 1800 e tantos. Barbaridade, diriam alguns, maluquice diriam outros, amor diriam tantos. E tem livro sobre a viagem!!!!!

 

Star bike

 

Bichinhos de pelúcia, bicicletas em miniatura, acentos que parecem ser antigas cadeiras de cabeleireiro e a sensação de estar na loja certa para alugar uma bicicleta. Mesmo com chuva, mesmo pensando molhado. Fica a dica da Helga Vaz: Star bike. Melhor lugar ever para alugar uma bicicleta em Amsterdam. Barato, legal e do lado da Central Station. Ah, lá dá pra comer um Panini e tomar um café também. Vintage and funny.

 

 

 

 

Linda é Londres e The Who que sabia das coisas

Londres é uma cidade curiosa. Com um passe de transporte publico cruzamos ela. Entrávamos no ônibus sem saber onde ele ia dar. E não é que dava no lugar onde queríamos chegar. Tudo se interliga. Tudo se transforma. Em Candem, com a Isa, amiga dos tempos de Lost, tomamos uns chops pelos Pubs e fiquei sem voz.  No Globe Shakespeare , ingressos esgotados; e lá vou eu entrar escondida no meio de um bando de adolescentes escolares pra fotografar o palco que sonhava em conhecer quando fazia teatro. O Tate Modern é legal, mas prefiro o Stedelijk museum. Andamos pelas ruas buscando prédios que se escondiam entre outros. E nos perdemos. Não vi os guardas da rainha, não fui na Abbey Road e não tomei o chá das cinco. Mas descobri, claro que por acaso, depois de descer do busao num bairro que não tenho a minima ideia de qual seja, um bar incrível recém inaugurado. The Rylston, 197 Lillie Road. A dona, uma australiana simpática, perguntou o que a gente estava fazendo ali… era obvio que não fazíamos parte da fauna. Ao sol, tomamos uma breja gelada vendo os londrinos assistindo Wimbledon. Recheado de fotografias dos Stones, da Marylin e do monstro Clint Eastwood. Linda Mccartney na cabeça.

Jimi Hendrix Experience in London, 1967 - by Linda Maccartney.

E The Who que sabia das coisas.

http://www.youtube.com/watch?v=5Ag7rG8obkI&NR=1&feature=fvwp

A Paris azul de Monet.

Escutar Rosa vendo os azuis de Monet. Correr pelos jardins de Tuileries só pra ter certeza que não faz como a Phoebe. Rir horas ao sol, sentados nas cadeiras verdes, ficar vermelho e depois ser salvo por guarda-chuvas coloridos. Escutar um casal de velhinhos tocando Edith Piaf, lembrar da Cilene e dar de cara com a Maria Cezária (essa é só pra quem fez FAC). Você é professora!.. gritei numa afirmativa no meio da calçada.  Sorvete Berthillon e vinho de 5 euros (sim Cami, eu sei, mas “é o que temos para hoje”rs). Picnic no Sena, aquele que queria ter feito anos atrás. Ir pro Pop In, se perder, se perder mais,  se achar e no fim só dançar as últimas 5 músicas que incluíam Thriller. Andar, correr, rir, perder a conexão, mas não perder a graça. E Châtelet fará parte de nossas vidas. E a Camila vai ter filhos Nerds lindos. E nas horas restantes, num impulso, entrar em um trenzinho com um bando de velhinhos e ver tudo, e ver colorido. E vocês me esperaram na Marche les Enfants Rouges. E vou ter os olhos de vocês pra me ajudar a lembrar. Obrigada Camila e Guilherme e Cecilia e Victor. Paris mudou pra mim. E acreditem, ela agora é incrível. Encontro vocês às 3h. Em algum lugar do mundo.