Centro Cultural Hispanohablantes

Cheguei no final de setembro em Amsterdam. Uma das idéias é aprender/melhorar meu inglês que está mais pra lá do que pra cá. Nos primeiros dias já fui atrás de um curso para me matricular e enfim começar a derradeira (sempre acho que é a derradeira) luta contra essa terrível língua, sim, porque eu e o inglês não nos damos bem há anos… Para minha surpresa o trimestre já tinha começado e ficou difícil entrar em um curso regular. Só em janeiro, disse a mulherzinha do British Center. Claro que sempre existem outros cursos, incluindo os que oferecem aulas particulares, mas estes são os olhos da cara. Voltei pra casa preocupada, não queria esperar até janeiro para fazer inglês, até porque não sei até quando ficarei em Amsterdam. Contei pro Renato a minha dificuldade e ele me falou sobre o Centro Hispanohablantes (obrigada amor!).

Entrada do Centro Cultural Hispanohablantes

Do Vondelpark são 5 minutos a pé, fica numa ruazinha tranquila e lá você é recebido com chá e biscoitos. Não, não é a casa da vovozinha da chapeuzinho vermelho. O estúdio com sala de aula, computadores de livre acesso a internet, cozinha, mesas é um espaço onde os imigrantes de língua espanhola podem se encontrar e participar de atividades, incluindo classes de inglês. Tudo isso por 25 euros o ano. Isso mesmo, o ano!!!! Tá, mas tu pode se perguntar: onde entram os brasileiros nisso? Pois é, também tinha essa reticência, mas fui muito bem recebida, mesmo falando um pouquinho em “portunhol”. Pude me associar e com isso faço as aulas de inglês e Holandês (ainda não comecei essa). Entrei no nível intermediário e tenho classes três vezes por semana. Não são aulas super didáticas, com livros e tal, mas os professores são esforçados e simpáticos. Fica a dica, se você pretende melhorar seu inglês e esta por Amsterdam… vale a pena conferir (http://www.hispanohablantes.nl/).

Desafio do Museum card

Lancei um desafio pra mim mesma. Contando a partir desta data vou visitar todos os museus que o Museum Card tem na sua lista. Comprei esse cartão dia desses e ele dá direito a entrar quantas vezes tu quiser nos museus credenciados ao serviço  http://www.museumkaart.nl/ São quase trinta opções. E o desafio é: visitar todos até o final deste ano. Hum… um pouco de loucura pra agitar. Vou enfrentar os dias congelantes de novembro e dezembro e sair a caça de algum museu para explorar. Fazendo uma conta simples, vou ter que visitar um museu a cada dois dias.

Entrada do Museu. Estacione sua bicicleta na frente, do outro lado da rua. A Geraldine ama ficar ali.

Comecei hoje com o museu de arte Rijksmuseum (http://www.rijksmuseum.nl). Maior museu dos Países Baixos com mais de 1 milhão de visitantes por ano, fica na Stadhouderskade 42, no bairro dos museus. Quadros de Rembrandt, Jan Lievens, Hendrick Avercamp. Cerâmicas, armas antigas e até casas de bonecas (lindas por sinal). Eu sabia que Rembrandt era um grande pintor, mas, na minha ignorância, desconhecia que ele era também gravador. Suas obras estão espalhadas pelo museu, algumas chamam atenção pelo tamanho e profundidade. Por exemplo, The Syndics of the Amsterdam drapers’ guild, além de enorme, impressiona pelo olhar dos seis homens retratados. Que Da Vinci me perdoe, mas perto do quadro de Rembrandt o olhar da Monalisa fica miudinho e sem graça. Alias, quem vai ao Louvre ver a Monalisa consegue, no máximo, ver os japoneses que, alvoroçados, fotografam sem parar (sim, porque quando estão em viagem os japoneses substituem a retina pela câmera fotográfica, isso já é comprovado). Rembrandt Harmenszoon Van Rijn nasceu na Holanda em 1606 (há controvérsias quanto a data), fez sucesso com seus retratos, foi um grande mestre para seus discípulos e sua empatia pela condição humana fez com que fosse chamado de “profeta da humanidade”. Uma curiosidade: o artista recrutava seus vizinhos para servir de modelo em suas obras, muitas delas inspiradas em passagens bíblicas. Imagina, ao invés de pedir um xícara de farinha ou um pouco de açúcar o teu vizinho bate na porta e diz: Olá vizinho, tu podes vir aqui um pouquinho? Preciso que tu pose para um retrato!

Bom, começa aqui uma mini jornada que, provavelmente, será bem divertida (tá… divertida pra mim rsrs, mas vocês podem acompanhar, né!). Para os que desconfiarem das minhas visitas vou guardar as entradas como prova (duvido que vai ter alguém interessado nisso no final de dezembro, but…é só pra constar nos anais do desafio). Finito.

Os licores da travessa…

O lugar mais parece a entrada de um túnel do tempo. “Wijnand Fockink”, sim eu sei, um belo palavrão, mas na verdade é o nome do ‘boteco’ mais antigo de licores do mundo (provavelmente). Data de 1679, é escuro, cheio de garrafas, algumas, possivelmente, de 1600 e tanto. Não duvido que as senhoras que servem o licor sejam tataratataranetas dos tataranetos dos fundadores. Até onde entendi, esta pequena salinha, onde podem ser provados dezenas e dezenas de licores em pequenas tacinhas de vidro que nunca são lavadas (explico este detalhe a seguir), era a sala de degustação de uma antiga destilaria. O lugar continua intacto e fica em uma ruela estreita perto da Dam Square (Pijlsteeg 31, tel: 639 1926 1995). Em cima do balcão de madeira maciça e escura onde são servidos os licores tem um tipo de tonel com água corrente e é lá que as moças do lugar mergulham as tacinhas. Sim, somente na água e é assim há mais de 300 anos, nem se atreva a fazer qualquer comentário sobre vigilância sanitária ou germes. A tradição manda que você vá até a tacinha transbordante e tome o primeiro gole ali mesmo no balcão. O licor de maça é incrível, mas são tantos que nem me atreveria a sugerir o mais mais. Vá no final da tarde, pegue sua taça, pague na hora, vá para a frente do estabelecimento (adoro escrever estabelecimento..rs), sente na mureta e aproveite cada gole porque a noite é uma criança…(esse ditado sempre me pareceu estranho, essa coisa de ‘a noite é uma criança’. Se ela é uma criança dorme cedo e não vê nada, não!?).

O casamento turco

Atrasados, sempre estamos atrasados. Pensei: vou chegar depois da noiva!!! De vestido, meia calça e sapatinhos com lantejoulas subi na Geraldine (sapatinhos sem salto pois não sou tão ousada como as holandesas que, de bicicleta, andam de salto agulha). O Renato estava lindo de terno, cachecol e bicicleta. Era final do dia e a luz ajudava a deixar tudo mais bonito. No caminho para o casamento de Aycan e Sahin Geraldine descobriu que, como o Renato, gosta de ouvir o barulho que as folhas amarelas das árvores (que estão pelo chão nesta época) fazem quando são esmagadas pela roda. Bom, já eu, na segunda curva, resolvi esquecer o penteado que tinha feito, estava escandalosamente estranho mesmo, depois do vento todo que levei rezei pra não chegar na cerimônia parecendo um ninho de passarinho. Quando adentramos no lugar onde seria o casamento uma mocinha veio ao nosso encontro com um tipo de lâmpada de Ali-baba querendo alguma coisa, depois de um tempo entendemos que aquilo ali era uma colônia e que tínhamos que nos perfumar. O cheiro era forte, bem forte. Todos os convidados ficariam com o mesmo cheiro nesta noite. Olhando em frente, no corredor para o salão principal, avistamos uma fila de velhinhas, todas baixinhas, troncudas e vestidas com lenço característico na cabeça. De novo não sabíamos muito bem o que fazer, começamos tentando explicar, em inglês, pra uma das senhoras, que parecia ser a mãe do noivo, que eramos convidados de Sahin. Ela pouco entendeu e chamou um guri que passava. Assim, fomos introduzidos na festa por uma criança de uns 10 anos que fora nosso tradutor. Quando me dei conta onde estava pensei naquele filme “Casamento Grego” lembra? O lugar era grande, com decoração branca e metálica,  pilares de espelhos (vários ladrilhos quadradinhos de espelhos), mesas compridíssimas atrás e algumas poucas mesas redondas para 10 pessoas na frente. Pois foi numa destas mesas redondas que sentamos eu e Renato, três holandeses, um casal de turcos e um indiano. Éramos VIPs.

FLASHBACK (Em homenagem ao Hugo que, como ninguém, sabe contar histórias com flashback): dias antes olhei uma notícia curiosa na internet. No domingo próximo milhares de casais iam oficializar seu relacionamento. Segundo nosso amigo Google, o dia 10 de outubro de 2010 (10/10/10) é conhecido como “shi quan shi mei”, ou “perfeito em todas as maneiras” e este tipo de combinação numérica só acontece 12 vezes por século. Daí a superstição de que casar neste dia traria sorte. Pensei que tudo era uma grande viagem e que eu não conhecia ninguém que iria se casar neste dia…

Quando os noivos chegaram no salão todos bateram palmas. A noiva estava com um véu na cabeça que cobria o rosto todo e uma espécie de cinto vermelho no ventre. O noivo estava de branco e parecia bem nervoso. O casal foi para o meio do salão, ele tirou o véu dela com cuidado e deu um beijo na sua testa. Um homem pegou o microfone e começou a falar (nesta hora acho que só a nossa mesa não entendeu nada, excetuando o casal turco). Depois de um tempo eles começaram a dançar e as pessoas foram se aproximando até virar uma roda com os noivos dentro e o som das palmas e dos gritinhos de alegria tomaram conta da festa. A predominância de mulheres na roda era nítida. Elas que fizeram a festa acontecer. Só os homens jovens dançavam, os mais velhos ficavam sentados com cara de Poderoso chefão. É claro que não tive dúvida e fui pra roda dançar também. A dança das mulheres turcas é uma dança de ombros, mãos, braços. Eu olhava e tentava imitar. Algumas das senhoras olhavam pra mim com satisfação e eu entendi que estava conseguindo acompanhá-las. O Renato, ao contrário, disse que eu rebolava demais. Bom, pra quem veio da terra do samba nada mais normal. Chamei o pessoal da mesa e as holandesas e o indiano vieram. Foi muito engraçado. Alias, o Indiano estava sentado ao meu lado durante a festa e fazia caras e bocas para todos aqueles rituais, divertidíssimo. Foi ele quem me disse que a noiva tinha 17 anos, dez menos que o noivo. Perguntei onde eles se conheceram e ele disse que, provavelmente, as familias eram amigas de longa data. Eles realmente pareciam se amar. A festa corria solta e me dei conta de que quando chegamos as mesas estavam praticamente vazias (e eram muitas) e que agora estava tudo tomado de gente. Fiquei pensando que no fim todo o casamento é parecido, exceto alguns rituais e peculiaridades de cada cultura. Sempre tem as tias sentadas, os jovens dançando, as bençãos, as crianças correndo e tentando estragar o bolo (este, em particular, tinha umas pontes e o tradicional casal de noivinhos). A idéia é sempre a mesma: juntar quem você mais gosta num mesmo lugar pra festejar a união, a amizade, a familia. Detalhe: sem bebida alcoólica. Pois é, toda esta folia (eles não pararam de dançar um minuto, praticamente) regada a água e refrigerante. Segundo me explicaram, tomar bebidas alcoólicas no dia do casamento atrai o azar. No fim, um pouco antes de irmos embora, uma fila se formou para que os parentes pudessem dar seus presentes e seus abraços nos noivos. Saímos de mansinho e rimos das crianças que, depois de tanto tentar, conseguiram acionar o alarme de incêndio.

Escrito em 10/10/10, antes da meia noite.

O Brechó da Melissa, da linda senhora e do cachorro.

No mesmo dia que reencontrei o The Movies, ao sair do cinema, continuei andando pela rua, que aliás é ótima e com muitas lojas interessantes. É só seguir em direção ao centro da cidade que você vai encontrar lojas de queijos, vinhos, flores, cafés e alguns bons brechós. Fui caminhando e pensando como a vida era boa… dia lindo de sol, ipod no ouvido e pessoas tão bonitas passando por mim (vale dizer que pessoas bonitas pra mim são pessoas reais, com rugas, roupas extravagantes, com seus filhos, seus amigos, e suas risadas), parece que todas elas sorriam secretamente pra mim e diziam: veja só, viu como vale a pena! Parei na frente de uma vitrine e não tive dúvida alguma em sacar a máquina fotográfica (que trago sempre comigo). O que tinha na vitrine? Uma Melissa. Só pra constar, aqui não tem Melissa em todos os lugares e eu como uma boa mulherzinha que sou fui logo entrando. Tudo bem, esse post é meio Sex and the City…rs, mas bem meia boca, já que não gritei porque vi um Christian Louboutin ou algo do gênero. Era um pequeno brechó, entrei e fui cumprimentada por uma senhora linda de cabelos brancos e seu cachorro (porque as jovens senhoras ou mesmo as pessoas de mais idade aqui tem uma beleza inacreditável, com seus cabelos grisalhos/brancos compridos). E o cachorro tinha um olhar tão simpático que quase pedi pra ele me dar a pata, mas como não sei como se diz “dá a patinha!” em holandês fiquei na minha. Roupas lindas, baratas, coloridas. Me segurei pra não sair comprando tudo. Mas que foi um achado foi. Lembrei das minhas amigas que estão espalhadas por ai – ah, parece que dizendo assim elas foram jogadas a revelia no mundo, né..hehe, mas estão espalhadas mesmo, uma em cada canto e uma mais feliz que a outra.  Quando vocês todas vierem me visitar, vamos tomar um chá com a senhora do brechó e até lá já vou saber algumas palavras em holandês pra poder me comunicar com o cachorro, bom, mas não vou ficar surpresa se a gente descobrir que ele é trilingue. hehe. beijocas.

Bolinhos e Vinicius de Moraes

Quer comer um cookie de chocolate incrível e tomar um capuccino cremoso delicioso? O lugar é o Melly’s Cookie Bar (http://www.mellyscookiebar.nl/).


A simpática loja de bolinhos, biscoitinhos e café fica na Nieuwezijds Voorburgwal, 137 – bem pertinho do Royal Palace, atrás da New Church, bem no centro de Amsterdam. Não tem erro. A filosofia do lugar é ‘ simple way of life, simple way of home baking, simple way of cookies & coffee’! Entre, peça seu café e sente no balcão de frente para a janela. Observar é engraçado. O aroma dos bolinhos e afins que saem do forno da familia Mellicovsky atravessam a calçada e param a maioria dos passantes. É impossível andar por ali e não procurar de onde vem aquele cheirinho delicioso. Fiquei apostando comigo mesma quem, depois de sentir o aroma, ia entrar ou não. Encontrei o Melly´s estes dias, por acaso, quando estava perdida procurando outro lugar (agora agradeço por me perder as vezes). A atendente tem bom humor e quando entrei, assim que sentei no balcão, fui recepcionada por nada mais nada menos que Vinicius de Moraes… “vai minha tristeza e diz a ela que sem ela não pode ser…” Falei pra mocinha que era uma música brasileira e ela disse que a seleção musical era do seu colega que adorava Bossa Nova. Então tá né!

The movies

Sai sem rumo, descobrindo o que pra mim é novo. Mas sempre seguindo meu instinto, sempre. E foi assim que reencontrei o cinema mais incrível de Amsterdam. Já tinha visto ele outra vez que estive na cidade, rapidamente; e achado o máximo, mas pensei que ia demorar um tanto pra reencontrá-lo,  nem lembrava do nome.

The Movies (http://www.themovies.nl). Fica na Haarlemmerdijk, 161 – Funcionando desde 1912, o lugar é mágico e me lembrei das atendentes queridas que da outra vez que estive aqui sorriram pra mim quando entrei. Um dos filmes em cartaz é “El secreto de sus ojos”. Drama argentino de 2009 dirigido por Juan José Campanella. Vi a película dia desses ali no Cine da Fradique Coutinho em São Paulo. Adorei. Eu diria que é arrepiantemente bom (sempre lembro do Dirceu, funcionário da primeira locadora de vídeo que frequentei em Passo Fundo, ele usava de adjetivos um tanto estranhos pra me deixar a par do enredo dos filmes). Fui sozinha ver o filme, aliás amo ir no cinema sozinha. É muito estranho quando alguém diz que não vai de jeito nenhum sozinho ao cinema, porque é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. A sensação de ser a melhor companhia do mundo pra ti naquele momento é indescritível. Além do que ir ao cinema é como pegar a estrada e viajar para algum lugar desconhecido, na verdade sentar na frente de uma tela de cinema é realmente como viajar, só que usando tele-transporte.

Chegada.

Pesei minha mala e a mocinha do guichê disse: não vai dar! Lá vou eu pro cantinho abrir tudo e reajeitar. Resultado: um tiozinho da TAP sentado em cima das minhas malas e, depois, quando fui ver a minha bagagem de mão, tinha um pé de tênis…hehe. Bom, agora vai. Vou pro embarque…ops: “Não dá, falta um código de barras” diz o homenzinho. Lá vou eu para o check-in de novo e o tiozinho que sentou nas minhas malas me olha e diz: “Ué, voltou? Há quanto tempo!!!”. Gosto de gente bem humorada. Já no avião um guri novo senta do meu lado, tento puxar assunto, mas ele esta aos prantos lendo uma carta escrita à mão, tento disfarçar e pego a primeira revista que vejo pela frente, claro que só depois de algum tempo percebo que estou lendo de ponta cabeça (você já teve a sensação de estar em um episódio do seriado do Mrs Bean?) Depois ele se acalmou. Quando pedi licença para ir ao banheiro quase abracei ele e disse: Tudo vai ficar bem! Mas ele não me olhava com vergonha, talvez, de ter soluçado ao meu lado. Já em Lisboa, ao passar pela imigração, o português que carimbou meu passaporte fez uma piada sobre Viracopos (Aeroporto de Campinas) totalmente sem graca, mas tudo bem, só queria o carimbo mesmo e não um piadista. Quando o comandante da aeronave que peguei para Amsterdam disse que estávamos sobrevoando a cidade olhei pela janela e um raio forte de sol atravessou o vidro, fechei os olhos e lembrei do poema de Alberto Caieiro “O Guardador de Rebanhos” (Quem está ao sol e fecha os olhos começa a não saber o que é o sol e a pensar muitas cousas cheias de calor. Mas abre os olhos e vê o sol e já não pode pensar em nada, porque a luz do sol vale mais que os pensamentos de todos os filósofos e de todos os poetas). Quando cheguei no aeroporto as malas demoraram e eu pensei: não devia ter posto aquela térmica na mala… vão pensar que é uma bomba…ahhh.
O Renato me esperava num cantinho, não me viu saindo… fiz a volta por trás dele e ele veio rápido. Foi lindo, lindo, lindo. Uma vez dei uma camiseta verde pra ele dizendo que ele tinha que ter alguma coisa verde (coisas que nossas avós falam e a gente por alguma razão não esquece), pois lá estava ele com a camiseta, só que com uma estampa que ele mesmo criou só pra mim. Pegamos um trem e depois levamos as malas pra casa de bicicleta, e foi engraçado e foi lindo e foi incrivelmente leve, como eu pensava que ia ser. Bem vinda!

Ps: Geraldine estava me esperando quando cheguei. Linda, com sua cestinha.