Para as Renatas

Um dia perguntei sobre meu nome. Renata. Tão comum, tão separável. Dona Illa, minha mãe, 71 anos com orgulho, na época, disse: tinha uma vizinha, ela era tão querida. E assim foi. Nada mitológico, nada místico, nem um pouco grego. Era o nome da vizinha.

Estes dias rolou muita coisa doida, muito estresse. Quando deu meio-dia eu pedia pra ser meia-noite. Respira fundo. Respira. Tudo dava errado, tudo parecia errado. Mas ai veio a primeira Renata e me resgatou da frente do computador para um almoço leve, com motorista particular. Seu luiz, com sua van no Rio Comprido, é quase rei. Entre saladas e vontade de brigadeiro na sobremesa, fui ficando melhor. Mas voltei pro projeto que dava errado, para o prazo que estourou, o e-mail que foi atravessado. No fim do dia, quando já pedia perdão por ter nascido, recebi uma ligação abençoada da segunda Renata: Deus, é hoje o show do Delacroix, tu lembrava? O que fazemos? E eu: Agora. E ela: Adoro. E seguimos pro CCBB dentro de um táxi. Expliquei pra ela que entre nossos amigos a frase dominante é: Vem comigo que no caminho te explico! Ela riu e sabia do que eu estava falando. Eu amo amigos que entendem. O show foi lindo, pessoas queridas, possíveis bons amigos. E teve volta ao pago e teve lembranças e teve cheiro de mate. No final daquela noite, depois de uma taça de vinho que já me lembrava o que vou viver no chile, pensei que as Renatas foram minha salvação. Cada vez mais adoro meu nome.
obs. o vídeo é de um projeto que assino em baixo: Unimúsica e com o querido do Vitor.

Foto Tielle Mello's

Foto Tielle Mello's

30. March 2012 by renata
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