Paris em 1900 era, definitivamente, uma festa.

Imagina Picasso aos dezenove anos chegando em Paris. Imaginou? Pois é, o espanhol virou a cidade do avesso. No estúdio que alugou em Montmartre passavam escritores, pintores, modelos, e toda a sorte de artistas que viviam na cidade. A exposição Picasso in Paris 1900 _1907 que esta no Van Gogh Museum e vai até 29 de maio traça um pouco da história e da evolução deste cara genial nos primeiros anos de sua vida artística. Muita Boemia, artistas de circo, mulheres, poetas… tudo inspirava e transformava. No final de sete anos, Picasso já era o líder do vanguardismo francês.

Imagine Picasso arriving at nineteen in Paris. Can you imagine? Well, the Spaniard turned the city upside down. In his studio in Montmartre passed writers, painters, models, and all sorts of artists that were living in the city. The exhibition in Van Gogh Museum Picasso in Paris 1900 _1907 outlines some of the history and evolution of this great guy in the first years of his artistic life. Lots of Bohemia, circus, women, poets … all inspired and transformed. At the end of seven years, Picasso was already the leader of the French avant-garde.

Picasso e os telhados de Paris em sua fase azul.

A menina e a neve.

Parei quando vi a cena. Do meu lado um senhor com cara de orgulhoso tirava fotos do celular. Saquei a camera e ele disse, é minha neta. Ele, aposentado, me confidenciou que a filha nem podia sonhar que ele deixou a neta tocar na esquina. Ela me mata, disse ele. A guria quer ser musicista. Fui a primeira a dar uma contribuição.

I stopped when I saw the scene. On my side a old man, with proud, was taking photos. I caught my camera too. He said me, “she is my grandchild”. He, retired, told me that his daughter couldn’t dream about her daughter in the corner playing a violine. “She kill me”, he said. The girl want be a musician. I gave the first contribution.

Friends, friends, friends.

Flagra no Chicago History Museum. A Geraldine vai amar esta foto.

Conheci um povo muito do bem ontem. Athena + Stephanie + James = boas risadas. Ah, a Stephanie é uma super fotógrafa. Dá uma espiada nas fotos pra lá de bacanas da guria.

New friends. They’re amazing. Athena + Stephanie + James = Laugh a lot. Ah, Stephanie is a great photographer. Look her website. It’s very nice.

http://stephaniebassos.com/home.html

It’s a jungle out there. Museum of Contemporary Photography.

Em poucos dias me deparei com dois artistas em diferentes exposições, mas com um mesmo tema em comum. O domínio do sul da Africa pelos Belgas. Um pintor e um fotógrafo. Horror e beleza. Descaso e criatividade. Pobreza e luta. Luc Tuymans no Museum of Contemporary Art. E agora, Guy Tillim. Tristes imagens cheias de verdade e abandono. Inevitável a comparação. O primeiro belga, o segundo sul africano.

In a some days I realized two artist in different expositions, but with a common theme. The dominion Belgian in south of Africa.  A painter and a photographer. Horror and beauty. Neglect and creativity. Poverty and fight. Luc Tuymans in Museum of Contemporary Art. And now, Guy Tillim. Sad images full of true and abandonment. Inevitable comparison. The first Belgian, the second South African.

http://mocp.org/

Chicago Cultural Center.

Lugar lindo e cheio de vida. Exposição incrível de Vivian Maier. Fotógrafa nascida em New York em 1926, viveu boa parte da vida em Chicago e registrou o cotidiano da cidade em mais de cem mil negativos. Só após sua morte, em 2009, o mundo conheceu sua arte de observar.

Beautiful place!!! Amazing exposition by Vivian Maier. Photographer born in New York in 1926, lived some part of her life in Chicago and registered the city daily in over 100,000 negatives. Only after her death, in 2009, the world knew her observation art.

www.chicagoculturalcenter.org


Entre no site e conheça o projeto Onward!!!
By Vivian Maier
By Vivian Maier

Museum of Contemporary Art

Without you I’m Nothing. Arte contemporânea é sempre uma surpresa pra mim. Sempre. E uma grande e boa surpresa. O Museu de Arte Contemporânea de Chicago é ótimo e às terças-feiras abre as portas gratuitamente ao público. A mostra que mais me chamou atenção foi justamente Without you I’m Nothing. Na verdade o título me pegou. Fiquei um tempão olhando aquelas palavras pretas na parede branca. Sem você eu sou nada. Vários artistas  e muita criatividade. Subindo as escadas cheguei na exposição do Luc Tuymans. Pena que foram os últimos dias, gostaria de rever as pinturas deste artista que vive e trabalha na Bélgica. História e memória. Usando temas como Holocausto, colonização africana e 11 de setembro o pintor recria, revive fatos dos tempos modernos. Com suas obras em museus como The Museum of Modern Art (New York), Centre Pompidou (Paris) e the Tate Gallery (London), Luc Tuymans é considerado um dos maiores pintores da sua geração. Ano passado ensaiei por diversas vezes minha ida à Bélgica. Acho que este ano vou estrear.

“Without you I’m Nothing”. Contemporary art always is a surprise for me. Always. And is a good surprise. The Contemporary art museum of Chicago is amazing and on Tuesdays is open free to public. The exposition that I thougth more interesting was “Without you I’m Nothing”. Actually, I loved de title. I stayed a long time watching the black words on white wall. “Without you I’m Nothing”. Many artists and much creativity. Up the stairs and I arrived in Luc Tuymans exposition. Unfortunately was the last days of the exposition, I would like reviewed the paints this artist which lives and work in Belgica. History and memory. He use themes like Holocaust, African colonization and September 11 for do one review the modern times. His paints are in museums like The Museum of Modern Art (New York), Centre Pompidou (Paris) e the Tate Gallery (London). Luc Tuymans is considered one great painter of your generation.  Last year, I rehearsed,  many times, my trip to Belgica. This is the year.

http://www.mcachicago.org/index.php

The Art Institute of Chicago

Quando sai de casa ontem não imaginei que iria dar de cara com uma tela do Pollock. Me lembro de ter adorado o filme de Ed Harris no começo dos anos 2000. Toda aquela tinta jogada na tela, aquela paixão doentia. O artista americano, influenciado pelo cubismo de Picasso e pós cubismo de Miró e kandinsky, foi o expoente máximo do expressionismo abstrato. Quando fiquei frente a frente com Greyed Rainbow (1953) choquei (como diriam meus amigos mineiros). E foi só dar mais uns passinhos, olhar pra cima e pirar com um dos mobiles do Alexandre Calder (que eu amo e tinha visto no Pompidou, em Paris, ano passado). O Instituto de Arte de Chicago é enorme e entre quadros do Monet, esculturas do Rodin, pinturas do Van Gogh, Picasso, Delacroix e tantos outros grandes nomes da arte mundial me senti pequenininha.

Em homenagem a Geraldine!!! Lightlane, 2009

Uma das mostras mais legais é a Arquitecture and Design. Hiperlinks, social Design, multimedia. A obra de Evan Gant e Alex Tee (lightlane, 2009) faria o maior sucesso em Amsterdam. Uma bicicleta com projeção digital. Duas barras verdes e a imagem universal de ciclista sendo projetada na pista. Já Keiichi Matsuda, ao som de Garota de Ipanema de Tom Jobim, dá sua versão do consumismo desenfreado na realidade alternativa de Domestic Robocop (2010).

http://www.artic.edu/aic/

Bom fim, Vila Madalena… Jordaan.

Geraldine e sua cestinha, toda toda ao lado do cantor folk.

O bairro mais cool de Amsterdam é o Jordaan. Este distrito conhecido como “nove ruas” que passa pelos canais Singel e Prinsengracht (onde fica a casa de Anne Frank) é repleto de lojas e praças pra lá de interessantes. Muitos artistas, músicos e intelectuais residem nesta área. Bohemia, galerias, restaurantes… Inclusive, descobri que Rembrandt também viveu na região. As ruas são realmente lindas e calmas. Lembra muito o Bom Fim em Porto Alegre e a Vila Madalena em São paulo, dois lugares que tive o prazer de morar.  A Geraldine não aguentou e pediu uma foto ao lado da estatueta de Johnny Jordaan (pseudônimo para Johannes Hendricus Van Musscher, cantor folk que cantarolava pelas ruas do distrito).

The coolest neighborhood of Amsterdam is the Jordaan. This district known as the “nine streets” that passes through the canals Singel and Prinsengracht (where is the house of Anne Frank) is filled with shops and squares of interesting over there. Many artists, musicians and intellectuals living in this area. Bohemia, galleries, restaurants … Also, I discovered that Rembrandt lived in region. The streets are really beautiful and peaceful. Been very Bom Fim in Porto Alegre and Vila Madalena in São Paulo, two places that have had the pleasure of living. The Geraldine asked for a photo beside the statue of Johnny Jordaan (pseudonym for Johannes Van Hendricus Musschia, folk singer who sang in the streets of the district).


Fotografia. Huis Marseille.

Lindo. O lugar é lindo. Poderia ficar horas sentada neste banco, olhando. Eu e a Geraldine andamos bastante para achar o museu de fotografia e valeu cada pedalada. Uma porta grande, antiga e fechada. Quando já estava praguejando por ter vindo no horário errado a porta faz um “abre-te-sezamo”, sozinha. Esqueço que mesmo os prédios mais antigos, as portas mais medievais estão suscetíveis às novas tecnologias. Depois de ser recebida pelo vácuo do corredor veio uma mocinha em minha direção e tenho quase certeza que ela me disse, em bom holandês, que o jardim nos fundos do prédio estava fechado para visitas. Bem, como eu não entendo holandês… a primeira coisa que eu fiz foi ir ao jardim..rs. Magnífico. Até dia 21 deste mês quem nos dá o prazer de suas fotos é a Dayanita Singh. Pela primeira vez na Holanda, a série de imagens da fotógrafa indiana é poesia em branco e preto. De três em três meses uma nova exposição, um novo artista e a sensação de estar flutuando no espaço tempo.

Beautiful. The place is beautiful. Could spend hours sitting on this bench, watching. Geraldine and I walked enough to find the museum of photography and worth every pedal stroke. A great door, old and closed. When I was cursing for coming at the wrong time the door is an “open-up Sezam” alone. Forget that even older buildings are susceptible to new technologies. After being received by the vacuum, a girl came running towards me and I’m pretty sure she told me, in good dutch, that the garden at the back of the building was closed to visitors. Well, as I don’t understand Dutch.. the firt thing I did was go to the garden… rs. Magnificent. Up to 21 days this month that gives us the pleasure of your photos is Dayanita Singh. For the first time in Holland, the series of images the Indian photographer is poetry in black and white.

Address: Keizersgracht 401.

www.huismarseille.nl

Final de semana de história e moda…

Depois das bolsas foi a vez das roupas. O Amsterdams Historisch Museum está com uma exposição sensacional sobre moda. A’DAM – Man & Mode vai até final de janeiro e conta um pouco da história da moda masculina e da evolução das roupas na cidade. Muito bacana. Ai vai o link do blog: http://adam.ahm.nl/

Fiquei com vontade de voltar. O Museu é grande e tem uns cantinhos ótimos. Cantinhos mesmo. O meu preferido é a replica do famoso Café ‘t Mandje. Considerado o primeiro bar gay da cidade foi aberto em 1927 por Bet Van Beeren. Colorido, cheio de posters de estrelas de cinema, fotos, bonecas. O visual do lugar é um espetáculo e lembrou a casa da minha vó que era bem assim, cheia de vida. http://www.ahm.nl/

The Amsterdams Historisch Museum is having a sensational exhibition about fashion. A’dam – Man & Mode runs until late January and has a bit of fashion history and evolution of male clothing in the city. Very cool. I was willing to return. The museum is great. My favorite corner is a replica of the famous Café ‘t Mandji. Considered the first gay bar here opened in 1927 by Beth Van Beeren. Colorful, full of posters of movie stars, pictures, dolls. The place is a visual spectacle and reminded the house of my grandmother who was quite so full of life. There goes the link to the blog: http://adam.ahm.nl/