Fotografia. Huis Marseille.

Lindo. O lugar é lindo. Poderia ficar horas sentada neste banco, olhando. Eu e a Geraldine andamos bastante para achar o museu de fotografia e valeu cada pedalada. Uma porta grande, antiga e fechada. Quando já estava praguejando por ter vindo no horário errado a porta faz um “abre-te-sezamo”, sozinha. Esqueço que mesmo os prédios mais antigos, as portas mais medievais estão suscetíveis às novas tecnologias. Depois de ser recebida pelo vácuo do corredor veio uma mocinha em minha direção e tenho quase certeza que ela me disse, em bom holandês, que o jardim nos fundos do prédio estava fechado para visitas. Bem, como eu não entendo holandês… a primeira coisa que eu fiz foi ir ao jardim..rs. Magnífico. Até dia 21 deste mês quem nos dá o prazer de suas fotos é a Dayanita Singh. Pela primeira vez na Holanda, a série de imagens da fotógrafa indiana é poesia em branco e preto. De três em três meses uma nova exposição, um novo artista e a sensação de estar flutuando no espaço tempo.

Beautiful. The place is beautiful. Could spend hours sitting on this bench, watching. Geraldine and I walked enough to find the museum of photography and worth every pedal stroke. A great door, old and closed. When I was cursing for coming at the wrong time the door is an “open-up Sezam” alone. Forget that even older buildings are susceptible to new technologies. After being received by the vacuum, a girl came running towards me and I’m pretty sure she told me, in good dutch, that the garden at the back of the building was closed to visitors. Well, as I don’t understand Dutch.. the firt thing I did was go to the garden… rs. Magnificent. Up to 21 days this month that gives us the pleasure of your photos is Dayanita Singh. For the first time in Holland, the series of images the Indian photographer is poetry in black and white.

Address: Keizersgracht 401.

www.huismarseille.nl

Final de semana de história e moda…

Depois das bolsas foi a vez das roupas. O Amsterdams Historisch Museum está com uma exposição sensacional sobre moda. A’DAM – Man & Mode vai até final de janeiro e conta um pouco da história da moda masculina e da evolução das roupas na cidade. Muito bacana. Ai vai o link do blog: http://adam.ahm.nl/

Fiquei com vontade de voltar. O Museu é grande e tem uns cantinhos ótimos. Cantinhos mesmo. O meu preferido é a replica do famoso Café ‘t Mandje. Considerado o primeiro bar gay da cidade foi aberto em 1927 por Bet Van Beeren. Colorido, cheio de posters de estrelas de cinema, fotos, bonecas. O visual do lugar é um espetáculo e lembrou a casa da minha vó que era bem assim, cheia de vida. http://www.ahm.nl/

The Amsterdams Historisch Museum is having a sensational exhibition about fashion. A’dam – Man & Mode runs until late January and has a bit of fashion history and evolution of male clothing in the city. Very cool. I was willing to return. The museum is great. My favorite corner is a replica of the famous Café ‘t Mandji. Considered the first gay bar here opened in 1927 by Beth Van Beeren. Colorful, full of posters of movie stars, pictures, dolls. The place is a visual spectacle and reminded the house of my grandmother who was quite so full of life. There goes the link to the blog: http://adam.ahm.nl/

Bolsas pra que te quero…Museum of Bags and Purses.

Fui ouvindo um burburinho. Eram risadas, gritinhos, gargalhadas até. Pensei que no alto da escadaria iria encontrar adolescentes gritando por uma Gucci. Qual foi minha surpresa quando vi que o alvoroço todo vinha de um grupo de senhoras, todas elegantérrimas, tomando chá e se preparando para uma visita guiada ao Museum of Bags and Purses. Não tive dúvida. Segui as moçoilas. Elas eram francesas e extremamente belas. Assim também são as bolsas do museu, belíssimas. Prada, Fendi, Pierre Cardin, Christian Lacroix, Chanel, Louis Vuitton, Cartier, Armani… as Yes Saint Laurent dos anos 80 são incríveis. O majestoso prédio fica em um dos famosos canais de Amsterdam (Herengracht 573) e conta a história das bolsas e sua evolução.

I’ve been hearing a buzz. They were laughing, squealing, laughing even. I thought the top of the staircase would find teenagers screaming for a Gucci. Imagine my surprise when I saw all the commotion came from a group of ladies, all chic, drinking tea and getting ready for a guided tour of the Museum of Bags and Purses. I had no doubt. I followed the ladies. They were French and extremely beautiful. So are the bags of the museum, gorgeous. Prada, Fendi, Pierre Cardin, Christian Lacroix, Chanel, Louis Vuitton, Cartier, Armani … the Saint Laurent of 80 years are amazing. The majestic building is one of the famous canals of Amsterdam (Herengracht 573) and tells the story of scholarships and their evolution.

Art-deco.

Numa esquina, meio escondido, junto de um dos maiores mercados a céu aberto de Amsterdam (Albert Cuyp Market) fica o De Vredespijp. Lindo, lindo, lindo. A loja conceito/café é mágica. Ali você pode tomar um cappuccino e comer um pedaço de bolo ao lado de objetos de desejo de qualquer design. Funcionando desde 1971 o lugar tem três tipos de decoração: Art Nouveau, Art Deco e Amsterdam School. Já a coleção de luminárias inclui lustres e candelabros. O mais engraçado é que a tradução literal do nome do lugar é Cachimbo da Paz. Bom, pra mim, está mais para piteira da Audrey Hepburn em Breakfast at Tiffany’s do que qualquer outra coisa.

In a corner, half hidden along one of the largest outdoor market in Amsterdam (Albert Cuyp Market) is the De Vredespijp. Beautiful, beautiful, beautiful. The concept store / cafe is magical. There you can have a cappuccino and eat a piece of cake next to objects of desire for any designer. Operating since 1971 the place has three types of decoration: Art Nouveau, Art Deco and Amsterdam School. The collection of fixtures includes chandeliers and candelabra. The funny thing is that the literal translation of the name of the place is the Peace Pipe Well, for me, seems more with the cigarette holder that Audrey Hepburn used in Breakfast at Tiffany’s than anything else.

http://www.vredespijp-artdeco.com/

Vou-me embora pra Pasárgada… Hermitage Museum.

O poema de Manuel Bandeira era declamado quase toda a semana pela Yara, minha antiga colega de trabalho. Riamos muito quando ela, inspirada, levantava da cadeira, puxava a respiração e começava… “Vou-me embora pra Pasárgada; Lá sou amigo do rei; Lá tenho a mulher que eu quero; Na cama que escolherei”. Era uma belezura. Pois sábado fui no Hermitage museum e quase gritei quando me dei conta que o rei do poema era Alexandre – O Grande. Sim, ele conquistou Pasárgada e muitas outras cidades criando um grande império. A exposição sobre ele está ótima e vai até 18 de março de 2011. Entre moedas, pinturas e estátuas descobri que Heracles (Hércules, para os íntimos) fez os dozes trabalhos porque matou a mulher e os filhos. Alexandre era fá deste semi-deus. Também descobri que o grande amor do imperador era um homem, Heféstion. Ele foi vice-comandante de suas tropas. Alexandre contribuiu, e muito, para a difusão da cultura grega. Do Egito à Pérsia. Suas conquistas aproximaram Ocidente e Oriente, dando origem a uma nova cultura, a helenística, resultado da mistura das culturas ocidental e oriental. Um grande guerreiro que se inspirou em Alexandre foi Júlio César. Sempre pensei nessa ligação e, claro, descobri isso lendo Asterix e Obelix. (Ah, agradecimentos especiais ao Elano que me apresentou o museu e aguentou os meus comentários óbvios…rsrs).

Alexandre - O Grande.

http://www.hermitage.nl/en/

Desafio do Museum card

Lancei um desafio pra mim mesma. Contando a partir desta data vou visitar todos os museus que o Museum Card tem na sua lista. Comprei esse cartão dia desses e ele dá direito a entrar quantas vezes tu quiser nos museus credenciados ao serviço  http://www.museumkaart.nl/ São quase trinta opções. E o desafio é: visitar todos até o final deste ano. Hum… um pouco de loucura pra agitar. Vou enfrentar os dias congelantes de novembro e dezembro e sair a caça de algum museu para explorar. Fazendo uma conta simples, vou ter que visitar um museu a cada dois dias.

Entrada do Museu. Estacione sua bicicleta na frente, do outro lado da rua. A Geraldine ama ficar ali.

Comecei hoje com o museu de arte Rijksmuseum (http://www.rijksmuseum.nl). Maior museu dos Países Baixos com mais de 1 milhão de visitantes por ano, fica na Stadhouderskade 42, no bairro dos museus. Quadros de Rembrandt, Jan Lievens, Hendrick Avercamp. Cerâmicas, armas antigas e até casas de bonecas (lindas por sinal). Eu sabia que Rembrandt era um grande pintor, mas, na minha ignorância, desconhecia que ele era também gravador. Suas obras estão espalhadas pelo museu, algumas chamam atenção pelo tamanho e profundidade. Por exemplo, The Syndics of the Amsterdam drapers’ guild, além de enorme, impressiona pelo olhar dos seis homens retratados. Que Da Vinci me perdoe, mas perto do quadro de Rembrandt o olhar da Monalisa fica miudinho e sem graça. Alias, quem vai ao Louvre ver a Monalisa consegue, no máximo, ver os japoneses que, alvoroçados, fotografam sem parar (sim, porque quando estão em viagem os japoneses substituem a retina pela câmera fotográfica, isso já é comprovado). Rembrandt Harmenszoon Van Rijn nasceu na Holanda em 1606 (há controvérsias quanto a data), fez sucesso com seus retratos, foi um grande mestre para seus discípulos e sua empatia pela condição humana fez com que fosse chamado de “profeta da humanidade”. Uma curiosidade: o artista recrutava seus vizinhos para servir de modelo em suas obras, muitas delas inspiradas em passagens bíblicas. Imagina, ao invés de pedir um xícara de farinha ou um pouco de açúcar o teu vizinho bate na porta e diz: Olá vizinho, tu podes vir aqui um pouquinho? Preciso que tu pose para um retrato!

Bom, começa aqui uma mini jornada que, provavelmente, será bem divertida (tá… divertida pra mim rsrs, mas vocês podem acompanhar, né!). Para os que desconfiarem das minhas visitas vou guardar as entradas como prova (duvido que vai ter alguém interessado nisso no final de dezembro, but…é só pra constar nos anais do desafio). Finito.