Sob o céu de Chicago

De tempos em tempos lembro do filme do Wim Wenders. Sob o céu de Lisboa (lisbon Story, 1994) me marcou. Talvez porque quando eu tinha meus vinte anos, por um daqueles impulsos que surge de tempos em tempos, quis morar em Portugal. Planejei, enlouqueci minha mãe com a história, mas não viajei. Só fui colocar meus pés em Lisboa pela primeira vez há um par de anos atrás. Tenho ótimas recordações da época em que sonhava com o Tejo e tinha o Fernando Pessoa como confidente. Estes dias a Ângela, grande amiga desde os meus doze anos  e minha “tutora” nos USA, me falou sobre o céu de Chicago. Eu já tinha percebido uns tons de rosa e violeta mesmo tarde da noite. Ela me explicou que o céu de Chicago tem esse jeito de aceso por a cidade ser muito iluminada. Como um reflexo, o céu parece estar dando uma festa. É certo que as estrelas ficam soterradas por tanta luz, mas que é um espetáculo ficar olhando pra cima, isto é.