Feitiço do tempo.

Neste momento em Chicago esta rolando um tempestade de neve sinistra. Fiquei pensando sobre essa coisa do tempo, neve e lembrei que dia 2 de fevereiro o povo aqui comemora o Groundhog Day. Você não sabe o que é isso? Sabe sim… Dia da marmota!!!! Imagina voltar no tempo, de novo, de novo e de novo até acertar o que seja que tu tenha que acertar… lembra do filme de sessão da tarde “Feitiço do tempo” com Bill Murray?

Sinister Snowstorm. I was thinking about the weather, snow, time… and remembered that on February 2 the people here celebrate the Groundhog day. And I remembered the movie with Bill Murray…imagine, stepping back in the time, again, again, and again.

Viajando no espaço tempo.

Chicago do alto!

Comecei a ver Lost tardiamente. Um grande amigo reunia no seu apartamento, todas as semanas, vários outros amigos para ver os episódios. Adoro essa coisa de juntar pessoas  queridas no mesmo lugar e ficar rindo, conversando, bebericando, independente do motivo. Me lembro que quando cheguei em Porto Alegre, lá por 2004, comecei a participar de um grupo que se reunia todas as quartas-feiras. Era um esquema meio filantrópico. Fazíamos reuniões para organizar visitas a um orfanato e levar as crianças ao zoo ou no parque para um piquinique. Mas na verdade, isso era só mais uma desculpa para fazer amigos e se divertir nas noites de quarta. Alias, fiz grandes amigos na época do “Movimento da Quarta”. E não era diferente nas “Lost Nights” em sampa. Com um único detalhe: fiquei viciada em Lost. Toda aquela coisa de viagem no tempo, futuro e passado se conectando, me deixou fascinada. Pois semana passada me senti dentro de um dos episódios do seriado americano. No dia mais longo da minha vida, viajei 24h em 16h, atravessei fusos horários, perdi conexões, e só faltou o urso polar, porque a neve estava lá. A espera em Amsterdam, a correria em Paris, os taxis amarelos em NY e finalmente Chicago.  Mas o mais engraçado é que, mesmo ficando horas em NY, só fui realmente perceber que estava nos Estados Unidos da América quando entrei  no teco-teco que me levou de NY à cidade do Al Capone.  Alias, uma nota, o avião era tão velho que parecia que eu estava enxergando em sépia. Cansada, sentei em qualquer banco e já ia apagando quando escuto a aeromoça brigando com o controlador de voo. Sério, comecei a rir e uma felicidade me invadiu. Nunca fui muito fã de filmes hollywodianos, mas é impossivel escapar, principalmente na infância, quando se tem uma TV aberta com a programação americanizada. De Caça fantasmas à ghost. Todos os estereótipos americanos estão na minha cabeça. Escondidos, mas estão. Foi com gosto que ouvi aquele acento tão familiar, que me lembrou os filmes de ação policial com o Eddie Murphy. Me senti em casa, como se estivesse no sofá da minha mãe vendo sessão da tarde e comendo sucrilhos sem leite.