Pathé Ladies Night

Eu amo cinema. E amo ir ao cinema. E vou confessar que adoro ir sozinha. Digo confissão porque muitas das pessoas com quem comento sobre o assunto acham um sacrilégio ir ao cinema sozinho. Uma amiga chegou a me perguntar uma vez: Você não tem vergonha? Fiquei me perguntando do que eu teria vergonha e é óbvio que a resposta foi nula. Bom, mas essa introdução foi só pra dizer que ontem, ao contrário do costume, fui com duas amigas queridas no Pathé Ladies Night. Imagina um cinema antigo (lindo, diga-se de passagem, com seus tapetes vermelhos e forração de madeira) cheio de mulheres. Isso mesmo, ontem a noite era para o sexo feminino. Todo mês o Pathé faz uma noite só pra elas. Prosecco e macarons rolaram soltos.  Além disso eles distribuíram uns mimos fofos, como uma sacola cheia de brindes, cremes, revistas e no final da sessão rolou até coca cola do Karl Lagerfeld. O filme era bobinho, mas divertido. Alias, numa sala enorme, lotada de mulheres, dar risada da risada alheia é o minimo. Algumas pessoas me disseram que ontem era o dia do amor. Bom, foi uma boa comemoração.

http://youtu.be/eK68Y3oMEk8

Sacolinha mimo do Páthe Ladies Night
Sacolinha mimo do Páthe Ladies Night

 

Pathé

Os trailers começaram com Somewhere da Sofia coppola. E a sensação déjà vu foi instantânea. Um par de meses atrás, fui, debaixo de neve, ver este filme em Chicago. Quando a sessão acabou driblei o lanterninha e entrei em outra sala pra assistir Barney’s Version. Lembro de sentar, pensar em assistir, pensar mais um pouco e desistir. Sai pela entrada e ainda cumprimentei o lanterninha que me olhou com uma cara de desconfiado.
O Pathé é uma rede de cinemas com salas em Rotterdam, The Hague, Eindhoven, Helmond, Groningen, Utrecht e outras tantas cidades da Holanda. São 22 cinemas no total. Algumas salas em Amsterdam ficam em um prédio antigo e belíssimo, no centro da cidade. Escadas enormes com tapetes vermelhos e cadeiras confortáveis. Meu próximo sonho de consumo a ser realizado vai ser a carteira de sócio. Com 18 euros por mês você tem direito a assistir tantos filmes quanto conseguir. Ah, hoje não driblei o lanterninha pra assistir Barney’s Version, que, inclusive, é altamente recomendável.


Black Swan

Os takes, a luz, a dança, os espelhos, o suspense. Saí do cinema sem fôlego. A música original é de Clint Mansell. E, para mim, é ela que dá o tom do filme. Semprei amei diretores que sabem usar a música a seu favor. Me lembro de um filme que adoro, Underground, de Emir Kusturica (1995). Além de diretor, Kusturica é músico. Sua banca, No Smoking Orchestra, faz a maioria das músicas dos seus filmes e arrasa. O diretor de Black Swan, Darren Aronofsky, além de ter o domínio da sonoplastia, adora fazer uso de Snorricam, dispositivo de câmera ligado ao corpo do ator. É só lembrar das vertigens delirantes dos personagens de Requiem for a dream (2000) para ter uma noção do que te espera em Black Swan. Prepare o fôlego e boa viagem!

The takes, the lights, the dance, the mirrors, the suspense. I went out the theater  without air. The original songs are Clint Mansell. And, for me, this give the tone of the movie. I always love directors that know  use the music in own favor. I remember one movie that I love: Underground, by Emir Kusturica (1995). Besides Director, Kusturica is musician. His band, No Smoking Orchestra, makes the most of Kusturica’s movies songs and It’s great. The director by Black Swan, Darren Aronofsky, also have the dominion of the soundscape and He love make the Snorricam (camera’s device on the actor’s body). Just remember the delirious vertigo of the Requiem for a dream (2000) for have the notion that the wait for you in Black Swan. Take a breath and good trip.