Museum of Contemporary Art

Without you I’m Nothing. Arte contemporânea é sempre uma surpresa pra mim. Sempre. E uma grande e boa surpresa. O Museu de Arte Contemporânea de Chicago é ótimo e às terças-feiras abre as portas gratuitamente ao público. A mostra que mais me chamou atenção foi justamente Without you I’m Nothing. Na verdade o título me pegou. Fiquei um tempão olhando aquelas palavras pretas na parede branca. Sem você eu sou nada. Vários artistas  e muita criatividade. Subindo as escadas cheguei na exposição do Luc Tuymans. Pena que foram os últimos dias, gostaria de rever as pinturas deste artista que vive e trabalha na Bélgica. História e memória. Usando temas como Holocausto, colonização africana e 11 de setembro o pintor recria, revive fatos dos tempos modernos. Com suas obras em museus como The Museum of Modern Art (New York), Centre Pompidou (Paris) e the Tate Gallery (London), Luc Tuymans é considerado um dos maiores pintores da sua geração. Ano passado ensaiei por diversas vezes minha ida à Bélgica. Acho que este ano vou estrear.

“Without you I’m Nothing”. Contemporary art always is a surprise for me. Always. And is a good surprise. The Contemporary art museum of Chicago is amazing and on Tuesdays is open free to public. The exposition that I thougth more interesting was “Without you I’m Nothing”. Actually, I loved de title. I stayed a long time watching the black words on white wall. “Without you I’m Nothing”. Many artists and much creativity. Up the stairs and I arrived in Luc Tuymans exposition. Unfortunately was the last days of the exposition, I would like reviewed the paints this artist which lives and work in Belgica. History and memory. He use themes like Holocaust, African colonization and September 11 for do one review the modern times. His paints are in museums like The Museum of Modern Art (New York), Centre Pompidou (Paris) e the Tate Gallery (London). Luc Tuymans is considered one great painter of your generation.  Last year, I rehearsed,  many times, my trip to Belgica. This is the year.

http://www.mcachicago.org/index.php

Van Gogh.

O melhor entre o centro e a minha casa é que no meio do caminho tem o Vondelpark e o bairro dos museus. Acabo sempre cruzando o parque e visitando alguma exposição. Desta vez decidi entrar no Van Gogh Museum. Já tinha feito uma visita rápida anteriormente, mas é sempre bom dar uma passada por lá. O museu fica na Stadhouderskade, 55 e abre diariamente das 10h às 18h. Nas sextas-feiras ele fica aberto até as 22h (não sei se isso vale para o inverno, confira a programação no site no final do post). São mais de 200 pinturas do artista, além de telas de outros pintores como Vittorio Matteo corcos, Gauguin, Toulouse Lautrec. Aliás, adorei uma das obras de Vittorio Corcos. Contemplation mostra uma moça com um livro aberto entre as mãos e uma senhora lendo outro livro atrás dela. O olhar, sempre o olhar. Não só da moça, de todas as pinturas. Vincent Willem Van Gogh teve uma vida relativamente curta, morreu aos 37 anos. Inconstante em relação a trabalho, estudos e amores, buscou na arte sua forma de expressão mais verdadeira. Nos últimos dez anos de sua vida dedicou-se integralmente a pintura, sua primeira grande obra foi The Potato Eaters de 1885. Van Gogh é considerado um dos pioneiros na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas. Sua fama viria somente depois de sua morte. Sunflowers (Os Girassóis), umas das suas obras mais conhecidas, foi pintada no sul da França na cidade de Arles, onde foi morar depois de passar um tempo em Paris com seu irmão Theo (seu grande amigo e patrocinador). Lá teve por algum tempo a presença de outro grande artista, Gauguin. Os dois pintores tinham temperamentos opostos e, passado algum tempo, perceberam que não conseguiriam conviver juntos. Nesta época Van Gogh corta sua própria orelha, apresentando sintomas de paranóia. A cidade pede para que ele seja internado vendo nele uma ameaça à sociedade (Geni? Joga pedra…). Dois anos mais tarde, já em Paris, depois de atirar contra si mesmo, suas últimas palavras ao irmão foram: “A tristeza durará para sempre”. Obras como Self-Portrait as an Artist (1888),  Sunflowers (1889) Wheatfield with crows (1890) podem ser vistas no museu inaugurado em 1973.

http://www.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp?lang=nl

Stedelijk Museum – até agora, o mais criativo.

Fechado pra reforma. Se tem uma coisa que os holandeses gostam é de uma reforma. Amsterdam parece um grande canteiro de obras. Eternas restaurações. Por um lado penso que isso é incrível e que eles realmente estão preocupados em deixar a cidade organizada, por outro lado fica aquela sensação de que nunca termina, sabe? Bom, eu e Geraldine conseguimos visitar a exposição temporária do museu Stedelijk  que reabriu as portas no final de agosto por um curto período que vai até começo de janeiro de 2011. O lugar é sensacional, foi inaugurado em 1895 e em 2004 fechou para reforma e expansão. Esta curta e excepcional mostra de arte contemporânea e design me deixou boquiaberta. Já na entrada duas enormes paredes exploram a história do museu com cartazes de exposições passadas. No térreo, as instalações retratam identidade cultural. Monumentalism: History and National Identity in Contemporary Art. A obra que mais gostei neste trajeto do museu foi uma vídeo instalação da artista  plástica Slovêna Lucia Nimcova. Ela filmou alguns dos habitantes da sua terra natal fazendo exercícios simples de alongamento ou aquecimento. O interessante é que os movimentos eram feitos por idosos em suas casas ou lugares de trabalho. Chama atenção três senhorinhas no campo, com roupas que me remeteram às nonas do interior do Rio Grande do Sul, tentando sincronizar os seus ritmos. O vídeo é de uma simplicidade linda. Já no andar de cima a criatividade e inovação tomam forma. Fiquei muito tempo na sala da foto ao lado e a vontade era ficar lá por muito tempo mais. Cada palavra, cada frase, trazia alguma coisa pro meu imaginário, lembranças antigas e conspirações flutuaram sob a minha cabeça. As instalações são incrivelmente instigantes. Um vídeo com crianças discutindo seriamente sobre o quadro Weeping Woman de Picasso. A seqüência de imagens em 5 slides de Mario Garcia Torres. O projeto On Kawara – One million years, um homem e uma mulher, dois microfones e datas aleatórias sendo pronunciadas ininterruptamente. O Stedelijk está a um milhão de anos luz na frente. Impressionante.

Rineke Dijkstra

Site: http://www.stedelijk.nl/

Mario Garcia Torres