Para os que sabem rir (…de si mesmos)

As sombras continuam lá. A luz já não atrapalha e o cachorrão do Maurão ficou pop. Teve samba, choro e blitz. Poderia ter sido sem palavras já que operamos em modo Bluetooth. A reza é brava e o santo é forte. E a Helga apareceu em todas e matou minha saudade. Dançamos até o chão e encaramos as escadas. Lembramos do atestado de solteirice com arroz arbóreo, dos casamentos de Cascais, pelo Skype e o do sem buquê. E, definitivamente, sabemos rir de nós mesmos. A Benedito continua igual, com seu buraco quente. A Vila e seus grafites. Bali é logo ali. Paris é uma festa. E São Paulo também é. Vocês são a família que escolhi pra mim. E tenho muito orgulho disso.

 

São Paulo eu te amo

Hoje o dia foi para dizer “Oi São Paulo, eu te amo”. Primeira parada: Pinacoteca. Já de cara, as obras de Olafur Eliasson surpreenderam. O artista, nascido na Dinamarca em 1967, trabalha com muita luz, cor e reflexos. Take your time (2008) foi a que mais gostei: espelho inclinado pendurado no centro do teto que gira em torno do seu próprio eixo refletindo tudo o que estiver no espaço. Outra exposição que vai só até 06 de novembro e que adorei foi a do Saul Steinberg – As aventuras da linha. Em parceria com o Instituto Moreira Salles, 110 desenhos do artista gráfico são apresentados ao público. Algumas obras que estiveram em uma exposição organizada pelo MASP em 1952 estão presente. O traço do cara é genial. Imperdível. Bom, mas não parou por aí. Girondino, canto gregoriano e pedidos no mosteiro de São Bento, Talma de Freitas no CCBB, Edíficio Martinelli, Cervejaria São Jorge, Augusta, Cinema e boas risadas.

Take your time (2008) - Olafur Eliasson
Take your time (2008) - Olafur Eliasson
Os reflexos do Olafur Eliasson novamente.
Os reflexos do Olafur Eliasson novamente.

Para não fugir do tema, reflexos de uma amiga da Geraldine no centro de Sampa.
Para não fugir do tema, reflexos de uma amiga da Geraldine no centro de Sampa.