Geraldine

Sinto falta da Geraldine. Não sinto falta do frio. Sinto falta das pedaladas fortes e da segurança que, depois de algum tempo, ela me deu. Ela foi minha grande companheira na terra dos bárbaros. Era ela que me entendia. Acolhia meus pensamentos não deixando que eles caíssem no chão feito sorvete de criança pequena. Com uma mão, errando o pé, na chuva, no gelo… ela não reclamava, eu seguia com minhas imperfeições e ela, no máximo, caia de madura na frente de algum mercadinho. A saudade que eu tenho da minha bicicleta é como a saudade de um amigo que esta longe, mas que por conta do destino, eu sei que nunca mais vou ver.

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