o melhor amigo.

Tive um único cachorro na vida. Era um guaipeca bege com cara de desconfiado. Ele gostava de fotos, mas sempre fazia um ar blasé. Lembro que num carnaval me vesti de palhaço (ou seria Ali Babá… não dá pra saber muito bem..rs) e ele fez questão de se posicionar ao meu lado para a fotografia, mas sem muitos sorrisos. Seu nome era para ser Smurf (sim, minha atividade favorita na época era ver desenho animado), mas minha mãe teve dificuldade na pronuncia e por não destravar a língua, adotou um apelido carinhoso para o bicho… MOFE. E assim ficou. Lembro que logo quando ele veio morar em casa sumiu por uma tarde. Mobilizei a vizinhança, chorava e batia pé gritando que queria meu cachorro de volta. Lá foram todos os amigos, irmãos dos amigos, tios, primos procurar o cão da Renata. No fim do dia, exausta por não encontra-lo, fui choramingar na janela da cozinha e descobri o danadinho dormindo atrás da cortina. Não sei bem que fim levou o Mofe. Lembro dele ter se encrencado com o cachorro mais forte da rua, o chefe da matilha. Depois de uma surra com várias mordidas ele sumiu. Desconfio que meu pai fez o que os pais fazem (ou faziam na época) e levou o Mofe pra dar uma volta. Ontem foi dia de São Franscisco, protetor dos bichos e por acaso vi um vídeo que me lembrou o Smurf, digo, Mofe.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *